<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300</id><updated>2012-02-07T17:09:29.287-08:00</updated><title type='text'>Helio Rodrigues - Arte-Educador</title><subtitle type='html'>Criei esse blog com o principal objetivo de discutir os caminhos da arte-educação no Brasil.
A cada nova postagem procuro trazer conteudos que possam ser instigantes principalmente para educadores, pais, artistas e profissionais da área da saúde.
Os comentários dos leitores são sempre bem vindos, por isso, além do espaço reservado aos comentários no próprio blog, aqueles que preferirem podem enviar email para: helio@heliorodrigues.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7967548478734765783</id><published>2012-02-06T13:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T14:51:20.993-08:00</updated><title type='text'>A VIDA E A ARTE</title><content type='html'>&lt;i&gt;* Recorte de diário.&lt;b&gt;D&lt;i&gt;ia 10 de agosto de 1998.Hoje acordei com muita dor na coluna, fazendo latejar até a minha nuca. Não há como desconsiderar a relação entre as estruturas que construo em ferro para sustentar a madeira ou o barro e o peso das obrigações, dos compromissos, das metas que venho carregando nas costas.Quanto suporta uma estrutura?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;Sabemos da forte relação que existe entre a vida e a arte, no entanto, acomodamos esse conhecimento como tantos outros que nasceram na subjetividade, em algum lugar do inquestionável. Se houver exercício do fazer ou contemplar a arte, em algum momento ele irá expor sinais tão fortes dessa relação (vida e arte) que invadiremos o lugar aonde acomodávamos esse conhecimento, para vivermos as consequentes e saudáveis mudanças que essas antigas “casas de marimbondo” irão provocar. Talvez seja por isso que muitos adultos resistem tanto à experiência de contato com a arte. Ela provoca mudanças. A imposição ou manipulação de valores numa sociedade, como é o caso dos valores produzidos pelo capitalismo, distancia o indivíduo e a sociedade de suas verdadeiras escolhas. No entanto, com a arte nos reaproximamos de pensamentos legítimos, multiplicamos relações entre assuntos, e esses por sua vez passam a se conectar com outros que surgem, e assim, indefinidamente. Assim se articula o processo criativo.Alguns desses encontros com a legítima opinião (casas de marimbondo), antes tão bem guardadas em lugares do controle, trazem a luz o frescor do entendimento e da aceitação de determinadas condutas que antes, sem qualquer reflexão, não aceitávamos em nossas vidas. O contato com a legitimidade reduz o sofrimento que sentíamos por supostas grandes coisas, sinalizando para a existência de outras direções, outros caminhos.Todo movimento de mudança permeia a estrutura de nossa identidade dando a ela dinamismo e lugar de representação. A arte não só provoca esse movimento como se alimenta dele durante seu processo de renovação constante. Será que pertenço às minhas opiniões ou a um controle externo que determina minhas escolhas? Consumimos boa parte do que não desejamos, mas nem sempre conscientes, porque não fomos acostumados a questionar nem mesmo os próprios impulsos, apenas reprimi-los. O filme “Matrix” nos adverte, através de uma linguagem ainda ficcional para a existência de um mundo controlador paralelo.A fragilidade do superficial, que é mantido sem questionamento, costuma nos negar o direito às verdadeiras escolhas. A idéia de não aderirmos a certos modismos ou não aplaudirmos um senso comum pode nos infringir o castigo do não pertencimento social, principalmente para aqueles que não tenham conquistado uma identidade com um mínimo de consistência que os estruture durante o caminho dessas contestações.Há um choque entre o legítimo e o pertencimento social. Por isso, para pertencer, muitas vezes abre-se mão da autenticidade. Neste espaço criado, entre o desejo individual e o desejo de se manter desejado pelo outro (pessoa ou sociedade), vai sendo construído um universo de contradições, inverdades e inversões. Assim como na modelagem de uma escultura, acredito que também na vida há a estrutura dos desejos e uma massa de possibilidades para se tentar cobrir essa estrutura, podendo seguir ou não seus contornos.Antes do período em que passei a produzir uma série de esculturas a partir do tema “mergulhos”, fazia uso de um olhar mais externo, que me dirigia para soluções mais técnicas do que conceituais. O tema “mergulho” marca uma mudança, quando passei a buscar soluções no interno, na reflexão para as minhas esculturas. Essa transformação me levou a expor as estruturas das esculturas, fazendo com que elas não apenas cumprissem o papel sustentador de minhas formas para se transformarem nas próprias formas de linguagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7967548478734765783?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7967548478734765783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2012/02/pertencimento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7967548478734765783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7967548478734765783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2012/02/pertencimento.html' title='A VIDA E A ARTE'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-1201239410276584489</id><published>2011-12-17T09:02:00.001-08:00</published><updated>2011-12-31T09:27:40.989-08:00</updated><title type='text'>BELEZA E ARTE</title><content type='html'>A estreita relação que estabelecemos, entre beleza e arte, pode se tornar um equívoco, principalmente quando os critérios que determinam o que é belo estão comprometidos com uma estética promotora do consumo. Toda unanimidade é especialmente valiosa para o exercício do consumo. Já para o indivíduo ela uniformiza o pensamento afastando-o da opinião e da ousadia. Infelizmente, há uma estratégia que alimenta essa “estética da unanimidade”. Ela é a nossa ordem vigente, que apenas se diferencia dependendo do grupo sócio-econômico ao qual pertence.É nítido como as ações arte-educacionais sofrem com a interferência dessa estética que só legitima aquilo ou aquele que cumpre seus padrões.Boa parte do meu tempo como arte-educador dedico à revisão ou à desconstrução de alguns critérios de beleza trazidos pelos meus alunos. Enxergo esses critérios, muitas vezes, como reduzidores de seus potenciais expressivos.Meu recurso frente à força dessas “verdades” vendidas pela mídia, é a provocação. No entanto, devo confessar: provocar é dar início a uma batalha ou desistir. Não se trata de uma batalha entre professor e aluno, mas entre esse indivíduo que vem sendo artificialmente construído pela sociedade e ele mesmo. Uma batalha pela procura de seus valores originais, legítimos.Também no universo infantil, esse comportamento de aceitação de uma estética comum, sem diferenças e particularidades, vem acontecendo cada vez mais cedo, comprometendo sensivelmente os processos criativos das crianças. A busca por perfeição, tornou-se, para muitas, quase uma obsessão. Seria talvez um acertar para pertencer. Como não existem acertos na arte, resta o pertencimento como meta e o consumo como manutenção dessa meta.Evidentemente, as exigências do mundo adulto contemporâneo, com suas estratégias de conquista, excelência e melhor “performance”, são promotoras de competição e consequentemente também, grandes responsáveis por esse processo de afastamento entre a criança e o criativo. Restam cópias, tentativas de realismo, alguns artesanatos e muitos estereótipos para serem chamados de aulas de arte.O que se quer encontrar numa manifestação artística?Pessoalmente, quando contemplo, quando assisto, quero a verdade. Seja qual for. A verdade simbólica, da criança ou do artista. Quero o que o representa ou que parece falar do autor e pelo autor. Não preciso compreender ou concordar. Que seja mesmo absurdo... que permaneça ou não, mas sempre que for possível me instigue, me leve a outros olhares, outras formas de pensar ou mesmo aos meus  vazios, porque eles me enriquecem. Quem sabe, esses produtos me instiguem a ver e sentir  novas maneiras de nomear beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-1201239410276584489?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/1201239410276584489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/12/beleza-e-arte.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1201239410276584489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1201239410276584489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/12/beleza-e-arte.html' title='BELEZA E ARTE'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7199987202305685786</id><published>2011-07-25T12:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T12:49:26.260-07:00</updated><title type='text'>EFÊMERAS PERMANÊNCIAS</title><content type='html'>Realmente vivemos a cultura do descarte e com ela a pasteurização dos critérios, das condutas, dos significados. &lt;br /&gt;Desejos vêm se tornando sinônimo de objetivos. Talvez por isso as metas morram tão cedo, logo após a conquista, e sem deixar lembranças. &lt;br /&gt;Na verdade, tudo se tornou mais efêmero. Valores que possam ser estruturais tornaram-se irrelevantes e vêm sendo substituídos pelos “efeitos que causam” e pela rapidez de resultados. Hoje, mais vale a impressão que uma “coisa” pode causar, do que a possível consistência nela contida. O mais triste disso tudo é que o efeito dessa substituição não promove qualquer desenvolvimento no sujeito, no máximo o decora externamente.&lt;br /&gt;A arte vem denunciando isso faz algum tempo, quando utiliza a efemeridade como matéria em grande parte de suas ações e produtos.&lt;br /&gt;Na comunicação tecnológica, as postagens nas redes sociais vêm nos mostrando o valor que é depositado às idéias, acontecimentos e informações contemporâneas. Tudo parece ter o tempo de vida e a importância medida pela permanência na primeira página.&lt;br /&gt; Assim, sob o domínio do efêmero, se constroem e desaparecem valores. Pessoas talentosas, ou que parecem ser, são empurradas para se tornarem o resumo de si mesmas: as chamadas celebridades. Essa mesma “consistência” que coloca hoje no pódio a “bola da vez” busca outras a seguir para alimentar o “frenesi” das trocas.&lt;br /&gt;Mas, o que fazer se nessa dinâmica voraz o que é descartado por acaso for pessoa? &lt;br /&gt;Se não houver reflexão, mas sim a insistência em se manter pertencente a esse sistema, melhor mesmo essa pessoa tentar se reinventar; Quem sabe mudando a embalagem o público volta a consumi-la? &lt;br /&gt;No entanto, se houver consciência dessa efemeridade e suas sérias consequências no longo prazo, pode-se promover uma mudança na qual uma meta importante a ser alcançada é a legitimidade. Isso me pertence? É isso que eu quero ou preciso? &lt;br /&gt;Não vou me cansar de denunciar a fragilidade e irresponsabilidade (consigo mesmo e com o outro) tão presentes no indivíduo contemporâneo. Também não vou me cansar de sinalizar para que se enxergue a importância que tem a arte como recurso fortalecedor e quanto ela pode ser  contribuidora para uma revisão da responsabilidade que todo indivíduo tem com si mesmo, com o outro e o meio ambiente. O contato com a arte, seja através da ação artística em si ou como exercício de contemplação, vai muito além de ver ou sentir a beleza. Dá ao indivíduo a oportunidade da reflexão sobre si mesmo e sobre o mundo ao qual estamos todos inseridos. A arte promove o pensar a própria vida. Essa relação com a subjetividade que ela propõe, é também o contraponto de tudo que a nossa sociedade manipula e que insiste em coisificar e descartar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7199987202305685786?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7199987202305685786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/07/efemeras-permanencias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7199987202305685786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7199987202305685786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/07/efemeras-permanencias.html' title='EFÊMERAS PERMANÊNCIAS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-749582434481891233</id><published>2011-06-02T18:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T15:03:52.418-07:00</updated><title type='text'>FAXINA</title><content type='html'>Uma salinha desativada, uma garagem mofada, um cantinho qualquer da escola, pode abrigar a aula de artes. Isso quando existem as tais aulas de arte.&lt;br /&gt;Mas que lugar de indigência é esse que costuma ocupar a arte dentro do processo educacional?&lt;br /&gt;Já fui, por muito tempo, solidário com os meus colegas arte-educadores, mas hoje, penso que somos nós os responsáveis por essas mambembes conquistas. Melhor não ocupar esse lugar de vítima, mas pensar, refletir sobre o lugar da arte e suas possibilidades estendidas para a educação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que eu quero provocar nos meus alunos?&lt;br /&gt;O que eu quero provocar nos meus colegas professores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque a arte é provocação, não é a mesmice das concordâncias com o estabelecido. Não é apoio visual para as aulas de geografia ou fonte de presentinhos para o dia das mães. Desculpem-me, mas isso que muito se faz e ainda por cima é nomeado de aula de artes, cabe mesmo num cantinho qualquer.&lt;br /&gt;Há uma fome de técnicas nos professores de arte, como se elas fossem a principal nutrição motivadora para suas atuações profissionais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que eu dou pros meus alunos na próxima aula?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sugiro rever essa dúvida para:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O que eu posso provocar nos meus alunos que promova crescimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A técnica; se é pintura, desenho, carimbo, gesto ou modelagem, é na verdade apenas veículo motivacional. Pode e até deve se adequar simbolicamente à proposta provocadora, mas não terá consistência e certamente não irá muito além de um recurso puramente visual se não for acompanhada de uma intenção.  &lt;br /&gt;Nessas situações, uma sugestão que faço aos meus colegas de arte-educação é a de se dedicarem a uma boa faxina de suas atuações enquanto faxinam a garagem mofada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-749582434481891233?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/749582434481891233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/06/faxina.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/749582434481891233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/749582434481891233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/06/faxina.html' title='FAXINA'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-795387438105454311</id><published>2011-03-16T17:53:00.000-07:00</published><updated>2011-03-19T05:45:12.705-07:00</updated><title type='text'>CAOS CRIATIVO</title><content type='html'>Naquele dia, se houvesse produto, seria um caldo de tintas sem controle. O que produziu na professora uma sensação de incompetência pela imprevisibilidade do processo, além da frustração de não ter, no final, nada para guardar ou colocar no mural.&lt;br /&gt;O menino tinha quase oito anos, e aquela foi a primeira vez que na aula de artes ele abandonava seus desenhos repletos de significados concretos contidos em formas previsíveis para simplesmente sobrepor um monte de cores sobre um mesmo papel. A quantidade de tinta era realmente demais para a fragilidade do suporte, a ponto de invadir mãos, braços e boa parte da mesa.&lt;br /&gt;Não conseguindo assistir durante nem mais um segundo aquele processo que se mostrou tão transgressor, a professora o interrompeu sob o argumento de que estaria abrindo  à possibilidade de todos esparramarem tintas e se ampliar o caos.&lt;br /&gt;Vale pensar na dificuldade tão comum que temos para lidar com a falta de controle; mais pelo estímulo que certas ocorrências podem produzir despertando nossos descontroles pessoais do que efetivamente pelo descontrole que supostamente podem promover em terceiros.&lt;br /&gt;Não poderia ser o caos criativo e/ou emocional instalado naquele aluno o deflagrador desse processo?&lt;br /&gt;Percebe-se que há, simbolicamente, uma estreita relação entre certas tintas e a fluidez dos sentimentos. Portanto, vale pensar que aquele menino poderia não estar mais dando conta de suas emoções, justificando tamanho derramamento.&lt;br /&gt;É preciso lembrar também, que vivemos uma cultura caracterizada por uma fome de produtos, que não poupa os profissionais da área educacional.&lt;br /&gt;Educadores falam muito em “processo”, mas, pessoalmente acredito que, para a grande maioria, o que ainda os conforta e tranqüiliza é o tradicional e palpável “resultado final”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-795387438105454311?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/795387438105454311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/03/caos-criativo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/795387438105454311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/795387438105454311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/03/caos-criativo.html' title='CAOS CRIATIVO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3026095213095854082</id><published>2011-02-06T07:17:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T08:05:50.136-08:00</updated><title type='text'>A ordem CONTÉM , a desordem LIBERTA</title><content type='html'>Acredito que no processo evolutivo dos indivíduos só há desenvolvimento a partir da constante alternância entre a ordem e a desordem, como aliás sempre promovem os opostos.&lt;br /&gt;Durante a ordem, ou seja, no estado de contenção, criam-se contornos, limites e com eles, o individuo se apropria de si mesmo e se adequa socialmente. É também durante o estado de contenção que o individuo acomoda as experiências e informações colhidas na desordem, tornando-as conhecimento com possível aplicabilidade na vida.&lt;br /&gt;Durante o estado de libertação promovido pela desordem o individuo atravessa a linha de contorno e se lança no imprevisível, no descontrole, e passa a atuar num espaço sem fronteiras.&lt;br /&gt;A desordem traz o novo, o alimento modificado para o estado de contenção produzido pela ordem. É portanto, além das fronteiras, na relação com a desordem, que o individuo faz contato com o novo e dele se nutre.&lt;br /&gt;Acredito que o grande agente promotor de uma ação transgressora seja a necessidade de alimento, por vezes, afetivo, identificador, físico, social ou sexual, que podem ser nomeadas como desejos. Em geral, o acesso a muitos  desejos, ocorre a partir da transposição da linha que contorna e contém os indivíduos, e esta transposição pode se dar através de símbolos inconscientes e sublimações. Por exemplo, através dos sonhos, fronteiras são atravessadas sem culpa, já que os símbolos utilizados não passam pela consciência de seus significados.&lt;br /&gt;Através da arte, símbolos se constroem promovendo a sublimação do inacessível. Também na arte, quando o símbolo é tratado de forma consciente, tende a construir o que podemos nomear como conceito. Pessoalmente, defino conceito na arte como um conjunto simbólico que estrutura uma obra ou intenção artística muitas vezes constituída pela transgressão.&lt;br /&gt;Há, portanto, um contorno, um limite relacional que referencia o homem em si mesmo e no mundo, assim como também há um universo de alimento infinito no caos que o modifica.&lt;br /&gt;É a partir dessa relação entre o finito e o infinito que o homem se desenvolve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3026095213095854082?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3026095213095854082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/02/ordem-contem-e-desordem-liberta_06.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3026095213095854082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3026095213095854082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/02/ordem-contem-e-desordem-liberta_06.html' title='A ordem CONTÉM , a desordem LIBERTA'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-1003377596379764078</id><published>2011-01-03T17:57:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T14:44:33.823-08:00</updated><title type='text'>RELAÇÕES COM O SENSÍVEL</title><content type='html'>Sensibilidade não é fragilidade, é percepção aguçada. Uma potência humana que pode agir a favor quando não desanda e se transforma em devaneio.&lt;br /&gt;Ao se acessar a sensibilidade, é estabelecida uma relação particular entre o indivíduo que a acessa e a questão ou objeto de sua contemplação. &lt;br /&gt;Acredito que esse acesso ao sensivel tende a promover a ampliação ou a intensidade do foco de uma observação, podendo nutrir esse foco observador com elementos associadores ou dissociadores, dependendo de como se faz uso dele. &lt;br /&gt;Portanto o que quero dizer é que, apesar de promotor da ampliação, esse acesso ao sensível, nem sempre produz resultados positivos ao indivíduo ou à situação que é vista através da sensibilidade. Por vezes, comprometimentos emocionais desviam o indivíduo do seu ponto de interesse atual imiscuindo-o com pontos localizados nas origens de certas questões que têm se apresentado no mínimo incômodas. &lt;br /&gt;Por isso, observa-se que a sensibilidade é, muitas vezes, intencionalmente controlada ou reduzida por uma pessoa, como tentativa de autoproteção. Algo como: “Não sinto, portanto não sofro”. Uma estratégia de “blindagem” para que o indivíduo defendido não estabeleça contato com a dor, frustração, rejeição, etc. No entanto, enquanto ele se protege, negando a própria sensibilidade, também não permite a transformação, revisão ou mesmo a sublimação de dores primárias (dores antigas). Essas passam então a existir sob a forma de resíduos, que influenciarão na percepção de toda e qualquer outra experiência atual e futura.&lt;br /&gt;Ao reduzir a sensibilidade, ou, ao aplicar essa anestesia no sensível, o indivíduo deforma suas novas experiências e, aparentemente, reduz o seu campo de inteligência, porque limita seus recursos simbólicos. Afinal, a simbologia é uma espécie de “metaforização” do pensamento e da linguagem. Uma transcendência da linguagem puramente concreta, formal. É ela, a simbologia, que lança o pensamento e a ação no ilimitado, no poético, na arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-1003377596379764078?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/1003377596379764078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/01/relacoes-com-o-sensivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1003377596379764078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1003377596379764078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2011/01/relacoes-com-o-sensivel.html' title='RELAÇÕES COM O SENSÍVEL'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-6255355529535381593</id><published>2010-12-03T16:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T07:16:31.232-08:00</updated><title type='text'>MAS, ANDO ME PERGUNTANDO...</title><content type='html'>Há um movimento que se inicia, sem dúvida há uma maior conscientização popular, de que sem educação não vamos a lugar nenhum além do lugar da triste e inevitável regressão social. &lt;br /&gt;Mas,com que educação pretendemos superar o abandono dessas décadas de descaso e inacessibilidade ao conhecimento que a maioria de nossos jovens e crianças foram submetidos?&lt;br /&gt;Sabemos o que fazer com o desconhecimento da leitura, da escrita, da matemática, da nossa história; sabemos ou imaginamos como fazer. Mas, ando me perguntando: - O que fazer com o desconhecimento de nossos jovens e crianças sobre eles mesmos?&lt;br /&gt;Conhecimento é amplitude do "eu", é recurso para o desenvolvimento de uma pessoa, de uma sociedade. Enquanto não existe "eu", não existe pessoa "desejante". Não existe a que, nem porque um conhecimento se associar.Sem "eu", não há "liga" entre o conhecimento e a pessoa. Quem será capaz de promover esse contato do individuo com ele mesmo? Não tenho dúvidas: a subjetividade. Afinal, o sujeito nela está contido.&lt;br /&gt;Já os objetivos, só ganham dimensão e persistência num meio em que o sujeito tem sido fortalecido. A arte cumpre esse papel. Mas, aonde está a arte, essa fonte fortalecedora de sujeitos, em nossas instituições educacionais?&lt;br /&gt;Em geral, quando ela chega a garantir um espaço físico ela é encontrada numa garagem, num atelier depósito ou até num espaço mais nobre: uma salinha nos fundos.&lt;br /&gt;No espaço do imaginário, a arte é desejada como oficina do "belo" ou o que complementa e ilustra uma aula de geografia, promove o dia do índio ou avisa aos pequeninos: - A páscoa chegou!&lt;br /&gt;Se a arte está comprometida, contaminada por esse mundo de coisas, sinto muito, ela não está presente, portanto, não há fonte fortalecedora de sujeitos.&lt;br /&gt;Há pessoas, podem haver até informações; mas, não há "liga" entre elas e o conhecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-6255355529535381593?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/6255355529535381593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/12/mas-ando-me-perguntando.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6255355529535381593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6255355529535381593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/12/mas-ando-me-perguntando.html' title='MAS, ANDO ME PERGUNTANDO...'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3449425358454926735</id><published>2010-10-07T08:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-08T18:35:46.939-07:00</updated><title type='text'>A ARTE  PODE  CONTER</title><content type='html'>Um movimento de desapego, em maior ou menor medida parece lançar o indivíduo no vazio, sugere diminuição e provoca a incômoda sensação da falta. Acredito que quando há apego a alguma coisa ou pessoa, possivelmente já foi ultrapassado o limite de uma relação capaz de proporcionar amor, prazer, entendimento, aprendizado, amadurecimento. Não existem ganhos no exercício do apego, apenas a busca de referências que reforcem o conhecido. Uma busca localizada fora do indivíduo, que pode ganhar forma em um objeto, uma atitude, num outro comportamento ou numa outra pessoa. Talvez por isso, quando se perde ou se promove intencionalmente o desapego de algo ou de alguém, este acontecimento pode trazer um sentimento de vazio, devastação ou simplesmsnte o enfraquecimento de referências que até então promoviam a segurança.&lt;br /&gt;O apego parece mesmo favorecer a conquista de posições sociais ou afetivas, que por algum motivo julga-se fundamental. Desapegar-se de uma posição que se acredita ter conquistado, pode significar para muitos a perda daquilo que, direta ou indiretamente, vinha acenando com algum tipo de ganho.&lt;br /&gt;Comumente escritores, professores e palestrantes recorrem a autores que julgam confiáveis para legitimarem suas produções e alguns até se apóiam tão intensamente nessas referências externas que passam a negar aos seus leitores e ouvintes a chance do contato com suas opiniões pessoais. Ao reduzir suas chances de "correr riscos" também são reduzidas suas oportunidades de ousar e consequentemente de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Algumas mães fazem de seus filhos suas únicas razões de vida, outros acreditam que só o acúmulo de bens materiais lhes garante identidade. &lt;br /&gt;O preconceito, por exemplo, parece ter fortes laços com o apego, já que numa visão simplificada ele não renova pensamentos, olhares, muito menos relações. Não aceita misturas e ainda pior, indiretamente, classifica o crescimento como uma perigosa ousadia.&lt;br /&gt;Apega-se à juventude, à beleza, ao poder ou a uma amizade obsessiva, como referências que a qualquer custo se quer preservar.&lt;br /&gt;Há nos indivíduos uma crença na permanência, uma busca pelo definitivo, pelo mito. Mas, se o definitivo pudesse realmente existir, exigiria reformas constantes para tentar permanecer como tal e sabe-se que não há reforma em nada sem que ocorram mudanças. A permanência é, portanto, ilusória, ou simplesmente fictícia, assim como também são os mitos.&lt;br /&gt;Um exemplo da prática do apego, aliás muito comum, e que em geral não provoca incômodo pensar a respeito é a atração pelas coleções.&lt;br /&gt;Colecionar parece confirmar uma determinada posição ou opinião, na qual o colecionador procura manter-se. Cada novo exemplar não apenas aumenta a coleção, mas também reafirma, por repetição o que já é conhecido, fortalecendo um lugar de “equilíbrio” para quem coleciona. No entanto, ao colecionar, indivíduos se mantêm aprisionados por classificações e controles. Restringem a busca focando o olhar sobre um único interesse, que em geral não aceita a diversidade e ocupa quase inevitavelmente um mesmo espaço (criativo, afetivo, intelectual). &lt;br /&gt;Em termos simbólicos, pensamentos, verdades e atitudes, quando colecionadas tornam-se mitos, tiram o viço e a dinâmica de novas conquistas, limitam acervos e envelhecem em conjunto com a falta de reposição oferecida pelo novo e o diferente.&lt;br /&gt;Se por um lado o apego ilude o apegado com possíveis “conquistas”, por outro, o afasta dos verdadeiros ganhos que um espaço esvaziado permite que ocorram.&lt;br /&gt;No universo das opiniões, o desapego tem uma função fundamental, que é a de promover a dinâmica da renovação do pensamento. Opiniões, em geral cumprem seus papéis, em tempo e espaço próprios, até que outras, mesmo que contrárias, passem a ocupar o tempo e o espaço seguintes. Novas opiniões atenderão a novos momentos, com a coerência que puderem trazer e no instante que surgirem.&lt;br /&gt;A arte se abastece das incertezas, das dúvidas do medo, dos restos desprezados, do que nos inquieta, da diversidade, do impalpável, dos comportamentos e muito fortemente da falta. Acho importante pensar, que essas fontes de abastecimento criativo não são em si objetos de desejo de ninguém (aliás, não são objetos, mas subjetividades), por isso não promovem atitudes de apego. A partir dessas fontes, se multiplicam e se renovam olhares e é com essa capacidade transformadora que, lançado no vazio, um indivíduo é capaz de produzir arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3449425358454926735?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3449425358454926735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/10/apego-e-dasapego.html#comment-form' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3449425358454926735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3449425358454926735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/10/apego-e-dasapego.html' title='A ARTE  PODE  CONTER'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-718175408040791571</id><published>2010-07-26T18:46:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T13:29:00.102-07:00</updated><title type='text'>A ARTE REGULAMENTADA NAS ESCOLAS</title><content type='html'>Foi sancionada pelo presidente da república a poucos dias, a lei que obriga o ensino de artes nas escolas durante a educação básica.&lt;br /&gt;Parece um passo importante capaz de tirar a educação brasileira da "desnutrição" de questões que envolvem as infinitas formas de pensar, olhar, sentir e expressar, a qual ela se vê submetida a tanto tempo pela total ausência ou mal aproveitamento da arte-educação nas escolas. No entanto, se não repensarmos os conceitos que envolvem e produzem os programas das poucas escolas que acreditam estar trabalhando a arte em suas instituições, corremos o risco de, ao invés de ampliarmos o olhar, pensar, sentir e expressar de nossas crianças e jovens, acabaremos promovendo a restrição e apenas ampliando o empobrecimento criativo.&lt;br /&gt;Um trabalho de revisão profunda que leve os pro fissionais da área educacional a refletirem a estética, a pluralidade dos indivíduos e os possíveis papéis da arte torna-se fundamental; ou vamos continuar produzindo cartazes impessoais alusivos ao dia do índio, coelhinhos com rabinho de algodão para a páscoa na pré-escola, e com os alunos maiores, formas geométricas sem alma espalhadas numa folha de papel ofício, ou as atuais e repetitivas releituras de artistas modernos.&lt;br /&gt;Considerando o panorama atual das nossas escolas para se fazer um trabalho verdadeiramente arte-educacional, temos um árduo, mas importante trabalho pela frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-718175408040791571?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/718175408040791571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/07/arte-regulamentada-nas-escolas.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/718175408040791571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/718175408040791571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/07/arte-regulamentada-nas-escolas.html' title='A ARTE REGULAMENTADA NAS ESCOLAS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4636494877503768341</id><published>2010-07-15T19:55:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T10:08:42.259-07:00</updated><title type='text'>PRIMEIRO PASSO: ENXERGAR O OUTRO.</title><content type='html'>É realmente característica dessa cultura contemporânea, produzir cada vez mais metas de conquista. &lt;br /&gt;Nessa típica estratégia que só visa o consumo, à qual poucos se dão conta, indivíduos encontram-se tomados pela ansiedade do “vir a ter para conseguir ser” e numa espécie de teia, vão sendo aprisionados de forma gradativa e inconsciente. &lt;br /&gt;Durante esse processo, desenvolve-se um isolamento, e o “outro” passa a ser seu adversário. Um “outro” visto como obstáculo, situado entre o sujeito e seu único foco de interesse: a conquista de coisas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há poucos meses, na escolinha de arte que funciona numa construção anexa ao meu atelier, os orientadores propuseram para um grupo de crianças socialmente privilegiadas, criarem sobre uma grande folha de papel Kraft, uma posição com o próprio corpo que representasse um movimento de conquista. “O que eu quero alcançar?”&lt;br /&gt;Deitados, cada um sobre sua própria folha, alunos entre 4 e 6 anos, movimentaram-se sobre o papel até encontrarem livremente suas posições. Em seguida, os orientadores contornaram seus corpos com lápis. &lt;br /&gt;Feito esse registro cada criança trabalhou com tintas e materiais para colagem, dentro de suas formas corporais contornadas. Em seguida, foram todos estimulados a desenvolver, no espaço vazio entre as mãos, algo que representasse: “O que eu quero alcançar?”.&lt;br /&gt;Naturalmente, já são esperadas nessa faixa etária representações  concretas. Portanto, pizzas, sorvetes e brinquedos fazem  parte desse mundo das coisas, e eles foram naturalmente retratados como objetos de conquista. No entanto, também fizeram parte, o dinheiro e outros símbolos nomeados por eles mesmos como formas de poder. E assim surgiram lanchas, aviões particulares, entre outros.&lt;br /&gt;Observa-se também, nessas mesmas crianças que fazem do poder seus alvos de conquista, um maior desinteresse pelo outro como parceiro e mais como medida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     Se deslocarmos o nosso olhar, fugindo dos rigores dessa moldura limitante que nos tem sido imposta, podemos vislumbrar, na amplitude dos novos espaços que esse deslocamento é capaz de desvelar, um “outro” complementar ao invés de adversário, e consequentemente disparador de reflexão sobre o que realmente queremos.&lt;br /&gt;A relação com a subjetividade que a arte provoca, retira os indivíduos do cerceamento que as coisas tendem a produzir quando essas reinam soberanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4636494877503768341?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4636494877503768341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/07/primeiro-passo-enxergar-o-outro.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4636494877503768341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4636494877503768341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/07/primeiro-passo-enxergar-o-outro.html' title='PRIMEIRO PASSO: ENXERGAR O OUTRO.'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7129578406736280907</id><published>2010-05-30T09:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T11:42:27.563-07:00</updated><title type='text'>REFERÊNCIAS</title><content type='html'>Sob o meu ponto de vista, referências podem ser perniciosas quando ganham contornos reguladores dentro dos processos criativos. Em geral, as referências se tornam perigosas, quando se "contaminam" por uma regulação instalada a partir de vícios de comportamento dos próprios atores(artistas, arte-educadores...), ou através de interferências externas diretas, promovidas por críticos, curadores, professores, que se transformam em norteadores das ações artísticas.&lt;br /&gt;É quando mais temo esses profissionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7129578406736280907?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7129578406736280907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/05/referencias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7129578406736280907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7129578406736280907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/05/referencias.html' title='REFERÊNCIAS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-8710848656339411400</id><published>2010-04-23T14:04:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T18:16:12.249-07:00</updated><title type='text'>ESPAÇO DAS FALHAS</title><content type='html'>A prática do seletivo que caracteriza a maioria das culturas faz exercitar constantemente em seus indivíduos, o pinçar de acertos e supostas qualidades especialmente nos meios que apresentam o diverso. &lt;br /&gt;Na nossa sociedade, “separar o joio do trigo” é um provérbio difundido popularmente e parece ocupar o lugar reservado para as chamadas “ações de qualidade”. Vale lembrar, que o provérbio indica que se coloque os diferentes em seus “devidos lugares”, junto com seus iguais. Critérios adotados pela moral vigente.&lt;br /&gt;Nos processos criativos e expressivos, dos quais sabemos a arte se constitui, a diversidade é um meio fértil, além de altamente estimuladora, portanto, qualquer forma de discriminação é uma ação contrária às conquistas positivas que esses processos podem produzir. &lt;br /&gt;Esses dois elementos: diversidade e vazio são importantes contribuidores para que se façam conquistas no campo criativo-expressivo, que por sua vez é responsável pela linguagem não formal.&lt;br /&gt;Em qualquer meio, seja social, afetivo, educacional ou profissional, em geral o muito explicar de um indivíduo, sugere uma tentativa de se acercar de defesas contra seus próprios “erros” ou promover os acertos do outro. Em ambos os casos, “joio e trigo” parecem ser proibidos de coexistência. Pinçam-se os acertos e desprezam-se os erros.&lt;br /&gt;Como a arte não necessita do exato, muito menos do homogêneo, propostas arte-educacionais tendem a ser interpretadas de variadas maneiras pelos alunos e essa diversidade de “respostas” precisa, antes de tudo, ser acolhida pelo professor. &lt;br /&gt;Também, um excesso de iniciativas verbais antes da ação artística propriamente, pode dirigir o aluno para a busca de “acertos”.&lt;br /&gt;Um exemplo comum, é o arte-educador que se excede em explicações para a sua proposta de aula. Além da insegurança profissional refletida, a conduta do muito falar tende a reduzir ou até mesmo impedir a existência de um importante espaço simbólico , que costumo chamar de “espaço do falho”. Nesse lugar impreciso e descomprometido, interpretações tão diversas quanto pessoais se desenvolvem, representam sentimentos e sensações; promovendo assim a linguagem não formal que caracteriza a arte.&lt;br /&gt;Sob o meu ponto de vista, é o espaço do falho que expele a diversidade de interpretações que um indivíduo pode dar a uma proposta, ou as derivações de certas resistências, ou até mesmo a ansiedade que por vezes faz atropelar uma proposta para se fazer expressar sobre algo premente.&lt;br /&gt;Ao se observar a produção artística de crianças e jovens, é comum se notar o interesse de alguns alunos por vulcões. Percebe-se que há uma estreita relação desse símbolo com a sexualidade, mas observa-se também, que a escolha desse objeto simbólico tende a acontecer no inicio, nos primeiros contatos do aluno com a arte, quando parece ocorrer a descoberta das potencialidades simbólicas do imaginário.&lt;br /&gt;Interessante pensar que, geologicamente, vulcões estão localizados no encontro de placas tectônicas, nas falhas criadas entre placas. São portanto, eles também, a representação da emergência, do que permite vir à tona o que não pode mais ficar contido sob camadas profundas.&lt;br /&gt;Voltando à sexualidade simbolizada ou não por vulcões, não seria ela desencadeadora do criativo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-8710848656339411400?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/8710848656339411400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/04/espaco-do-falho.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/8710848656339411400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/8710848656339411400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/04/espaco-do-falho.html' title='ESPAÇO DAS FALHAS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7370709724528720276</id><published>2010-03-08T18:21:00.001-08:00</published><updated>2010-03-08T18:21:42.530-08:00</updated><title type='text'>ARTE, EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA. Delicadas relações</title><content type='html'>A colaboração da arte em áreas que têm funções sociais como é o caso da educação e da psicologia, precisa ser observada com muita atenção e cuidado, para que a arte não se descaracterize, encerrada em recipientes programados ou excessivamente controlados, perdendo assim aquilo que essencialmente a constitui que é a liberdade e a “não função”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de serem a princípio utópicas, essas associações criadas e nomeadas como arte-educação e arteterapia, podem se beneficiar assim como também a arte. Afinal, uma das questões mais importantes na construção de um indivíduo ou de uma idéia, é aceitar e relacionar-se com suas próprias diferenças. &lt;br /&gt;A arte tem uma estreita ligação com os contrários e deles se alimenta constantemente para a produção de suas ações e registros. Experiências artísticas costumam promover utopias. Oferecem contrapontos fundamentais para tudo que tende a se constituir unicamente objetivo, porque traz a oportunidade e o exercício de um olhar sujeitado, filtrado pela opinião, sensação, olhar  e sensibilidade do indivíduo que a exerce ou a contempla. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos em pouco tempo perdem suas funções e são descartados, passando a ser ocupados por outros que também serão descartados e assim sucessivamente. A minha grande preocupação reside no totalitarismo do objeto sem o contraponto do sujeito. Infelizmente, objetivos se tornaram uma prioridade social e essa prioridade está cada vez mais disseminada nos lares e na maioria das instituições educacionais, assim como também nos ambientes profissionais contemporâneos. &lt;br /&gt;Quando a educação e a psicologia priorizam verdadeiramente o sujeito em suas diferenças, as utopias que a arte contempla podem ser uma grande fonte de apoio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7370709724528720276?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7370709724528720276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/03/arte-educacao-e-psicologia-delicadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7370709724528720276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7370709724528720276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/03/arte-educacao-e-psicologia-delicadas.html' title='ARTE, EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA. Delicadas relações'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4289739609388354843</id><published>2010-02-25T18:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T18:11:39.405-08:00</updated><title type='text'>ENTRE A PESSOA E A COISA</title><content type='html'>Nos moldes de vida atual, quando se cria um objetivo, seja ele qual for, vive-se exclusivamente a expectativa de sua conquista e pouco se observa ou se aproveita do processo vivido até a sua realização, apesar de ser exatamente para os processos, mesmo quando experimentados de maneira ansiosa, que dispensamos o maior tempo de nossas vidas.&lt;br /&gt;A super valorização do objeto tornou inevitável e consequente a desvalorização do sujeito (a pessoa). Não é por acaso que se multiplicam os mitos inalcançáveis, perseguidos por “paparazzis”, a exposição de “pessoas-objeto” na mídia, como é o caso dos “big brothers” e outras invasões de privacidade, quase sempre permitidas, em prol da conquista da “coisa”. Sem nos darmos conta, tudo vem se “coisificando”. Pessoas comuns se disponibilizam para o consumo como também o fazem as “coisas-celebridades”, algumas por inteiro outras em postas: em forma de cabelos, bundas, peitos, unhas, músculos e caras.&lt;br /&gt;Quais são verdadeiramente os nossos desejos e quais são os desejos da cultura de consumo que nos envolve?&lt;br /&gt;A cultura contemporânea como sabemos, está diretamente associada ao capitalismo, o que a torna uma feroz discriminadora de toda opinião ou escolha que possa dificultar o consumo como fim em si. Estabelece critérios comprometidos com o sistema no qual está inserido e que por isso mesmo determina o que é certo, bom, bonito e saudável e assim os qualifica e os amplifica através da mídia.&lt;br /&gt;Condicionados a cumprir o papel que lhes impõe esse sistema, inúmeras pessoas apenas repetem o que recebem, sem seleção prévia e critério próprio. Outras, quando contrárias a esses valores, tendem a encerrar suas opiniões e experiências, dentro de espaços diferenciados e sem relação com o estabelecido; espaços à margem. Criam-se então, dois “recipientes de contenção” totalmente distintos e sem espaço dentro deles para nada que não seja igual ou semelhante ao já existente. Em geral não há entre esses dois opostos, qualquer veículo que possibilite trocas ou misturas, como poderia fazer a arte já que ela tem estruturalmente uma constante relação com a diversidade. É justamente com ela, a diversidade, que a arte enriquece sua linguagem. &lt;br /&gt;Assim como a criatividade promove a aproximação do individuo com a legitimidade de suas opiniões, a cultura do objeto como fim, vem alienando e o afastando dele mesmo.&lt;br /&gt;Pelo importante papel que tem a arte na manutenção e fortalecimento da legitimidade de um povo e de cada pessoa individualmente, sugiro que se faça uma reavaliação constante do espaço, do olhar e da importância que vem sendo reservada para a arte dentro de processos, nos quais o homem se vê dependente, como é o caso da educação e da saúde, assim como da arte dentro da própria arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4289739609388354843?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4289739609388354843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/02/entre-pessoa-e-coisa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4289739609388354843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4289739609388354843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/02/entre-pessoa-e-coisa.html' title='ENTRE A PESSOA E A COISA'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-6170165132759682650</id><published>2010-01-30T12:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T16:32:13.059-08:00</updated><title type='text'>Para onde foi a arte-educação?</title><content type='html'>Há poucos meses visitei uma amiga, professora de uma universidade no Rio, para pedir ajuda na divulgação do meu curso de formação de arte-educadores e acabamos travando a seguinte conversa:&lt;br /&gt;- Helio! Não é possível... Você ainda acredita em arte-educação?&lt;br /&gt;- É..., realmente é triste pensar que nossas crianças estão vivendo sem ela, mesmo sem aquele tão pouco que já foi feito em nome dela.&lt;br /&gt;- Olha... eu às vezes até me esqueço que sou formada em educação artística. Impressionante... Me explica então de onde você tira esse fôlego “quixotesco” para continuar investindo, inclusive num curso de formação de um assunto que parece já ter ido pro ralo?!&lt;br /&gt;- Sabe que não penso assim? Não acho que foi pro ralo não. Vejo a arte-educação abandonada sim, deixada de lado e por vezes sendo supostamente aplicada em algumas instituições, mas na verdade muito do que se faz com o nome dela está bem distante do que podemos chamar de arte-educação.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, tenho assistido a tantos pais e educadores reclamarem de seus filhos e atendidos. Me falam de insatisfação, desatenção, violência, ausência, baixa-estima e por aí vai...&lt;br /&gt;- Mas isso Helio, tem a ver com os excessos de uma classe privilegiada! Bem típico.&lt;br /&gt;- Não, não...O discurso muda de forma dependendo do meio, mas o conteúdo é o mesmo tanto nos projetos sociais que atuo quanto no trabalho que desenvolvo com crianças de classe média. Antes de darmos inicio aos trabalhos, essas são queixas recorrentes, depois muita coisa muda como faz a arte.&lt;br /&gt;- Sim...mas você acha que vai conseguir convencer esses pais e educadores que o que falta pros filhos e alunos deles é a arte? Que as crianças deles são desatentas, violentas ou ausentes porque não têm arte?&lt;br /&gt;- Os que têm a oportunidade de passar pela experiência da arte se convencem sozinhos. É claro que alguns não enxergam... Sempre que posso, tenho espaço, tento levá-los a refletir sobre isso, mas é claro que tem também os que não querem enxergar. Aí amiga... fazer o que? Continuar trabalhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-6170165132759682650?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/6170165132759682650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/para-onde-foi-arte-educacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6170165132759682650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6170165132759682650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/para-onde-foi-arte-educacao.html' title='Para onde foi a arte-educação?'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-408795928336220234</id><published>2010-01-18T05:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T05:39:21.020-08:00</updated><title type='text'>NO TRÂNSITO DO CONSUMO, AO MENOS UMA BRECHA DE VAZIO</title><content type='html'>Nesse mundo de coisas prontas, de tecnologias que se superam a cada dia, é inevitável o sentir-se ultrapassado. Ultrapassado pelo conhecimento, pela saúde, pelo sexo, pelo afeto, pelos desejos... &lt;br /&gt;Não faz muito tempo, a TV veiculava uma campanha para inclusão social promovida pelo governo e tinha o deficiente auditivo como foco. A propaganda terminava com a frase:&lt;br /&gt;Aprenda a linguagem dos sinais!&lt;br /&gt;Afundado numa poltrona em frente à TV depois de mais um dia me deslocando de um lado para o outro da cidade e com a minha cabeça repleta de outdoors , senhas, panfletos, exigências, alarmes e pedidos, gritei alto e sozinho:&lt;br /&gt;Chega! Não me obrigue a aprender mais nada! &lt;br /&gt;Se pensarmos em tudo que nos invade, determinando nossas condutas e anseios, é quase impossível não se viver pelo menos ansioso, angustiado. São muitas as exigências que atropelam nossas vidas provocando uma inevitável sensação de incompetência ou de dever mal cumprido.&lt;br /&gt;É melhor desligar a TV e permitir o vazio entrar.&lt;br /&gt;Assim fiz. &lt;br /&gt;O turbilhão de imagens e apelos foi cedendo até eu começar a aproveitar a experiência do mínimo dentro de mim.&lt;br /&gt;Ao retomar o pensamento depois dessa faxina, me veio na cabeça a trajetória que cumpri até hoje como arte-educador e lembrei que alguns pais dos meus alunos de hoje, também foram meus alunos quando eram crianças. Essa rica experiência de ter podido trabalhar com gerações tão distintas me mostra notáveis diferenças no comportamento desses dois grupos de crianças: os hoje pais e seus filhos.&lt;br /&gt;Venho percebendo que a já tão conhecida insatisfação adolescente, dava seus sinais de existência por volta dos dez anos e por isso recebia o nome de pré-adolescência, hoje, já há sinais dela em crianças a partir dos cinco e sem respeitar classe social.&lt;br /&gt;Crianças economicamente privilegiadas parecem tão insatisfeitas com seu poder de consumo, quanto também estão as crianças pobres, por não terem qualquer poder de compra. Há uma globalização do desejo, fortemente conduzida pelos meios de comunicação, especialmente pela TV, fazendo com que o tênis de uma marca X possa se tornar alvo de conquista de A a Z.&lt;br /&gt;A arte, essa fiel companheira do vazio, linguagem que se alimenta do mínimo mas que pode pretender o máximo, permite o reencontro com a reflexão. Promove o pensar e agir de forma própria sobre as mais variadas questões da vida. Um contato que além de fortalecer o indivíduo como pessoa com suas características e desejos próprios, estabelece uma saudável relação com a falta.&lt;br /&gt;Que se abram vazios! &lt;br /&gt;Que se abram espaços para a arte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-408795928336220234?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/408795928336220234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/no-transito-do-consumo-ao-menos-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/408795928336220234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/408795928336220234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/no-transito-do-consumo-ao-menos-uma.html' title='NO TRÂNSITO DO CONSUMO, AO MENOS UMA BRECHA DE VAZIO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-2914172634888966342</id><published>2010-01-06T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T11:54:29.747-08:00</updated><title type='text'>PODER MÁGICO DA CRIAÇÃO</title><content type='html'>A arte tem um grande poder, o poder mágico da transformação, por isso, é capaz de tornar desejos, angústias e dúvidas, por exemplo, naquilo que podemos chamar de “coisa artística” e que por se tornar “coisa”, se desloca do interno e impalpável para se tornar palpável, do lado de fora do individuo. &lt;br /&gt;Sentimentos, opiniões e angústias, quando são externalizados, de alguma maneira transformam-se em “coisa”, objeto capaz de se deslocar do sujeito com o qual se fundia, para ocupar um lugar dissociado dele. Nesse novo lugar, esse produto lentamente se desapega de sua origem, podendo até ganhar um nome, um título e por fim, viver com independência de seu autor.&lt;br /&gt;Escolhi o poema da Viviane Mosé, que transcrevo abaixo, como colaborador do pensar a respeito da arte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Não sou eu que fico pendendo&lt;br /&gt;no abismo sozinho da noite&lt;br /&gt;é o poema e a poesia&lt;br /&gt;eu bem que durmo)&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-2914172634888966342?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/2914172634888966342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/poder-magico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/2914172634888966342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/2914172634888966342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2010/01/poder-magico.html' title='PODER MÁGICO DA CRIAÇÃO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-2290026201194164807</id><published>2009-12-07T16:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T16:58:11.599-08:00</updated><title type='text'>PELO MENOS NAS FÉRIAS...</title><content type='html'>Parece mesmo caracterizar o ser humano a constante busca da unidade. Mas, se buscamos unidade é porque definitivamente não somos um. E não somos mesmo. Somos a diversidade, somos o constante convívio entre opostos e são eles que nos alimentam e instigam ao crescimento. &lt;br /&gt;Há muitos anos, nos períodos de férias escolares, promovo no meu atelier um contato intensivo entre crianças e a arte. Ultimamente venho pensando que é melhor que seja mesmo intensivo esse contato, porque infelizmente durante o período escolar, as crianças estão cada vez mais distantes do criativo e consequentemente pouco ou nada exercitam o espontâneo, o imaginário, a descoberta de soluções próprias, o jeito pessoal e a confirmação de suas potências.&lt;br /&gt;As escolas perderam o contato com a arte; as crianças consequentemente também. &lt;br /&gt;Parece que o tempo e o espaço que um dia pertenceram à arte estão hoje ocupados pelo que mais é valorizado pela sociedade contemporânea, a objetividade. &lt;br /&gt;Não tenho dúvidas, a objetividade é um importante ingrediente no desenvolvimento dos indivíduos, mas, vale a pergunta: &lt;br /&gt;O que pode acontecer a um indivíduo sem o convívio com o que se opõe à objetividade, ou seja: o que é crescer e viver sem a subjetividade?&lt;br /&gt;Me preocupa. Objetividade virou receita de conquista. &lt;br /&gt;Conquista de que? De coisas?&lt;br /&gt;E a conquista de si mesmo, que parece tão alinhada com as práticas subjetivas, em que lugar na vida de nossas crianças ela está sendo praticada?&lt;br /&gt;Depende dos pais e das escolas, mas deveria ser o ano todo e para todos. &lt;br /&gt;Pelo menos nas férias, vale viver um intensivo contato com o criativo, com o autoconhecimento e com o prazer de fazer diferente. Infelizmente para poucos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-2290026201194164807?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/2290026201194164807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/12/ao-menos-nas-ferias.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/2290026201194164807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/2290026201194164807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/12/ao-menos-nas-ferias.html' title='PELO MENOS NAS FÉRIAS...'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-876308672566853086</id><published>2009-10-29T16:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T16:50:06.395-07:00</updated><title type='text'>ORIENTADORES E ALUNOS</title><content type='html'>Aos meus grupos para a formação de arte-educadores, costumo perguntar se realmente acreditam que sentem prazer em acompanhar o desenvolvimento de um indivíduo. Se sentem, de que maneira acreditam que esse prazer se dá?&lt;br /&gt;Será pela confirmação de seus próprios valores, conhecimentos e talentos, quando projetados sobre a “tela” do aluno que os recebe?&lt;br /&gt;Será pela sensação de poder e liderança oferecida pela posição de conhecedor?&lt;br /&gt;Ou por ações em que vê possibilidade de promover crescimento no outro?&lt;br /&gt;Apesar do filtro profissional que precisa estar constantemente ativado enquanto desempenhamos o nosso trabalho, acho que atuamos inevitavelmente fundidos à pessoa que somos e que desenvolvemos diariamente, ou nos desdobraríamos esquizofrenicamente em pessoa e personagem, terminando por atuar sem legitimidade  tanto na profissão quanto na vida.&lt;br /&gt;É de muita importância a consciência de que coexiste em nós, tanto a pessoa, quanto o profissional e que, apesar de muitas vezes se misturarem, também por vezes, essas duas posturas podem se resgatar mutuamente de situações fragilizadoras ocorridas a partir de uma ou outra postura adotada. Isso talvez nos ajude a promover um melhor contato com nós mesmos e consequentemente com as crianças e jovens que atendemos.   &lt;br /&gt;Como educadores, temos o privilégio enquanto cumprimos esse papel de facilitadores do desenvolvimento do outro, de podermos assistir o processo de sua construção. No entanto, muitas vezes, nos mobilizamos ou nos imobilizamos, com questões que “abalroam” as nossas próprias individualidades, até porque pretensamente as julgamos construídas. &lt;br /&gt;Amedrontados pelas interferências que esses pequenos indivíduos em formação provocam em nossas estruturas, lançamos mão de condutas por vezes adversas às que acreditamos como profissionais, quando estamos distantes da zona de conflito. &lt;br /&gt;Pode acontecer uma espécie de regressão de comportamento, em geral porque  fazemos uso de preconceitos, atitudes rígidas ou muitas vezes excessivamente formais para o perfil que viemos investindo. &lt;br /&gt;  Quando surgem piadas, apelidos ou mesmo demonstrações constantes de impaciência com um ou outro aluno em especial, devemos promover com urgência uma reflexão, para tentarmos entender o que de tão semelhante ou comprometedor pode ter essa situação ou esse aluno com nós mesmos. &lt;br /&gt;  O que na pessoa desse aluno abala a minha estrutura, meus princípios, minhas crenças, a ponto de me fazer produzir um personagem para pode lidar com ele?&lt;br /&gt; Parece que reagimos a certos incômodos provocados por alunos, porque reagindo, tentamos estabelecer uma espécie de auto proteção, uma retomada do próprio eixo, uma fidelidade às áreas conhecidas de nós mesmos.&lt;br /&gt;Por vezes vemos em nossas crianças, as nossas próprias injustiças, pobrezas, egoísmos, incompetências, violências; o que nos provoca uma espécie de perda de direção.&lt;br /&gt;  Essa “perda de direção” do profissional pode provocar também um desnorteamento nas intenções do nosso trabalho como um todo, o que reafirma a grande importância do acompanhamento de qualquer ação educacional ou terapêutica por meio de constantes supervisões.&lt;br /&gt;  Importante também lembrarmos, que é a partir de condutas flexíveis às observações do outro, que podemos estar constantemente refletindo sobre nossa atuação profissional.&lt;br /&gt;Jovens e crianças quando em condições de razoável saúde, seja no meio familiar ou social, se utilizam da espontaneidade ( do seu legítimo), para acessarem a imaginação e assim transformarem experiências mais difíceis em relações possíveis. Já os adultos, principalmente quando se encontram frente ao criativo, costumam apresentar dificuldades e resistências, justamente pela distância com que se acostumaram a viver do legítimo. &lt;br /&gt; Muitos jovens e crianças emocionalmente fragilizadas, ao invés de se anularem por detrás de comportamentos mornos ou esquivos, se valem da irreverência como uma maneira de ao menos esboçarem uma silhueta que as identifique e proteja.&lt;br /&gt;  É sempre difícil lidarmos com crianças que agem assim. &lt;br /&gt;  Se atuamos com sinceridade e respeito e mesmo assim continuarmos sofrendo com a falta de respeito a nós, ao nosso trabalho ou ao outro, devemos lembrar que o que provavelmente nos está afrontando não é a pessoa do aluno, mas sim o sintoma que o escuda e o representa. De nada adiantará o enfrentamento dessa situação com armas semelhantes. Seria covarde, porque as do orientador podem se tornar ou já são verdadeiras e as do aluno foram produzidas por sintomas que vestem seus personagens ou personas adotadas. &lt;br /&gt;Cabe encontrar uma forma de fragilizar essa “persona” para que possa surgir a pessoa. Seja com afeto dirigido especialmente à pessoa, seja a descoberta de uma potencialidade genuína, muitas vezes perdida em meio ao caos de defesas por ela adotadas, seja pela insistência de um diálogo, ou de tudo um pouco.&lt;br /&gt;      Se considerarmos a possibilidade dessa personagem instalada (persona) servir à pessoa também como defesa social, o que não é nada incomum, intervenções em público podem ser prejudiciais ou em nada ajudar.  &lt;br /&gt;           A prática dessa espécie de anestesia de si mesmo, que assistimos em crianças e jovens vítimas da violência, resulta na perda de contato com suas representações legítimas, porque em geral essas representações acabam se fundindo aos personagens que foram sendo criados. Portanto vale “massageá-las” de todas as formas (intelectual, afetivo e fisicamente), para tentar tirá-las dessa anestesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-876308672566853086?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/876308672566853086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/10/orientadores-e-alunos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/876308672566853086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/876308672566853086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/10/orientadores-e-alunos.html' title='ORIENTADORES E ALUNOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4759284380239142953</id><published>2009-09-27T21:17:00.001-07:00</published><updated>2009-09-27T21:29:53.874-07:00</updated><title type='text'>OS CERTOS E OS ERRADOS</title><content type='html'>Há poucos dias atrás me aconteceu uma coisa incomum: cheguei trinta minutos mais cedo para um compromisso profissional. Incomum, porque afinal, nos dias atuais os minutos são mesmo contados, em função do volume de coisas que nos comprometemos a fazer. &lt;br /&gt;Aquela era a minha primeira supervisão para aquele grupo de educadores de um projeto social. Quase todos já se encontravam reunidos numa sala, discutindo seus programas de ensino. O meu objetivo com a supervisão era levar o grupo a reflexões sobre as relações que esses profissionais vinham estabelecendo entre eles e com os grupos de crianças que eles atendem.&lt;br /&gt;Esperei pelo meu horário na recepção. Em seguida chegou uma professora de artes e a partir de uma pergunta que ela me fez, desenvolvemos uma conversa bem interessante, a respeito dos critérios que nos fazem discriminar os “certos” e os “errados” em nossas vidas.&lt;br /&gt;Sob o meu ponto de vista, grande parte do que é dito como "certo", ganha essa chancela por representar um comportamento comum à maioria. Consequentemente, o inverso, assim como acontece também com as minorias sociais, é classificado e contido na sessão dos "errados". &lt;br /&gt;Para trazer o assunto da teoria para a prática, sugeri à professora, uma atividade plástica que instigasse essa questão em seus grupos de aula. A atividade que propus, consistia em ensinar técnicas simples para a confecção de utilitários em argila (daquelas encontradas em qualquer publicação para iniciantes na cerâmica). Em seguida, mostrar a similaridade dos resultados que são obtidos quando se segue unicamente uma técnica. Num segundo movimento então a idéia é propor aos alunos que interfiram, produzindo mudanças pessoais nessas peças. Amassados, cortes e deformações são bem vindas. Agora então, com os novos resultados obtidos, promover uma conversa com o grupo a respeito das possibilidades auto-identificadoras que oferecem as diferenças.&lt;br /&gt;Chegou mais um professor e com ele também o horário para iniciarmos a supervisão. Entramos os três na sala e nos juntamos ao grupo. Um professor ainda continuava a conversa com um colega. No seu texto ele separava seus alunos em duas “colunas”: dos alunos que valem a pena e a dos que só atrapalhavam. A conversa na antesala foi retomada e deu inicio à nossa supervisão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4759284380239142953?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4759284380239142953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/09/ha-poucos-dias-atras-me-aconteceu-uma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4759284380239142953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4759284380239142953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/09/ha-poucos-dias-atras-me-aconteceu-uma.html' title='OS CERTOS E OS ERRADOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4629629115862412182</id><published>2009-09-07T11:58:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T12:05:18.243-07:00</updated><title type='text'>OS DISLÉXICOS</title><content type='html'>Há uma teoria que sustenta a idéia de que os disléxicos desenvolvem o pensamento e a aprendizagem unicamente a partir de imagens que correspondem a palavras. Já os “léxicos”, ou seja, aqueles que não apresentam esse transtorno, alternam a apreensão entre a construção visual e fonética das palavras com as imagens representativas delas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dessa maneira, portanto, todas as palavras desta frase&lt;/span&gt;, tornam-se “buracos” ou um grande “buraco” no processo de aprendizagem e escrita. Provavelmente por esse motivo, vamos encontrar tantos disléxicos com talento ou tendência ou ao menos uma notável afinidade com as artes. Afinal a arte não testa ou compara indivíduos, mas os absorve democraticamente e essa pode ser uma zona de conforto para aqueles que sofrem porque parecem estar sempre aquém, dentro dos grupos aos quais ele se envolve durante a vida.&lt;br /&gt;Segundo essa teoria há, portanto, nos disléxicos, uma espécie de defasagem no seu vocabulário pela falta de imagens que dariam a representação de muitas palavras. Como a arte precisa romper com a descrição para ser identificada como tal, torna-se então um universo de possibilidades para os que não tem descrição para esses códigos que ligam pessoas e conhecimentos formais.&lt;br /&gt;As artes plásticas, a contação dramatizada de estórias, mímicas, assim como jogos dramáticos, podem ser todos recursos favorecedores do crescimento do vocabulário e da auto-estima que vai sendo comprometida nos disléxicos. Muitas propostas artísticas podem ser criadas para estimular a descoberta de símbolos próprios que serão colaboradores para o desenvolvimento de indivíduos com este tipo de transtorno.&lt;br /&gt;Por exemplo: Durante a contação de uma estória, seja ela para criança, adolescente ou adulto, o gestual do contador deve ser fortemente valorizado como elemento enriquecedor no processo de compreensão e aquisição. Essa mesma estória pode ser simbolizada nas artes plásticas para que se formem imagens construídas por eles próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4629629115862412182?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4629629115862412182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/09/os-dislexicos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4629629115862412182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4629629115862412182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/09/os-dislexicos.html' title='OS DISLÉXICOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3305982631520260732</id><published>2009-08-30T19:00:00.001-07:00</published><updated>2009-08-30T19:00:54.972-07:00</updated><title type='text'>OS SIMBIÓTICOS</title><content type='html'>Uma relação empobrecida entre o indivíduo e ele mesmo leva inevitavelmente também, ao empobrecimento da auto-estima. &lt;br /&gt;Costuma-se pensar a baixa-estima como consequência da desvalorização do meio (família, sociedade) em que vive esse indivíduo. Sem dúvida acredito que a fragilização da auto-estima de alguém é o produto da desvalorização de sua potencialidade, mas acho que neste percurso reduzidor, existe algo mais comprometedor, que são os obstáculos criados durante esse processo. Obstáculos que impedem a pessoa de estabelecer uma relação verdadeira e fluida com ela mesma. Desenvolve-se então um processo continuado que se nutre de uma suposta incompetência e que por isso impede o contato do individuo com ele mesmo e assim consecutivamente.&lt;br /&gt;Frente a esse quadro, assiste-se a identidades mal construídas, debilitadas, que costumam procurar reforço no outro para enfrentarem situações que dependam de alguma potência individual, como por exemplo, o poder e a autonomia tão necessária para se fazer uma escolha. Criam-se então as relações simbióticas. Relações que podemos chamar de “dois em um”, “três em um” ou até de grupos. Todos têm na verdade como objetivo, dividirem as responsabilidades por uma escolha ou mascararem suas baixas-estimas.&lt;br /&gt;É preciso romper esses processos simbióticos. Para isso, somente a revitalização da auto-estima é capaz de promover essa ruptura.  &lt;br /&gt;Em grupos de crianças e jovens de todos os níveis sociais é comum esse sintoma. Nos grupos de arte especialmente, a ferramenta é a própria arte. Linguagem que só é capaz de existir, num meio ou num indivíduo, se estiver comprometida com a legitimidade e a particularidade.&lt;br /&gt;Descobrir-se competente para se expressar através do criativo, faz de um indivíduo pessoa e consequentemente também, alguém capaz de fazer suas próprias escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3305982631520260732?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3305982631520260732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-simbioticos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3305982631520260732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3305982631520260732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-simbioticos.html' title='OS SIMBIÓTICOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-1601376285735724283</id><published>2009-08-23T21:01:00.001-07:00</published><updated>2009-08-23T21:04:08.613-07:00</updated><title type='text'>OS ANSIOSOS</title><content type='html'>Vive-se hoje a cultura do “vir a ser”. Há nessa cultura, uma intensa relação com o tempo. Despreza-se o passado enquanto o presente é visto apenas como terreno para se plantar conquistas que serão colhidas num futuro idealizado, mágico, onde todas as soluções têm lugar sem esforço e os espaços são preenchidos só pelo prazer. Nada do que acontece hoje, parece ter o devido valor para ser verdadeiramente saboreado. Constantemente retira-se do presente a energia e com ela faz-se investimento futuro. &lt;br /&gt;Há algo de paradoxal nesse comportamento. Observa-se que ao mesmo tempo em que ele descarta sentimentos, desejos e atitudes, esse mesmo comportamento deposita no vir a ser os anseios pelo definitivo, o inteiro, o solucionado.&lt;br /&gt;Nossas crianças vivem esse paradoxo, desejando, assim como seus pais, uma “coisa” que eles não têm agora. Dela, só têm mesmo ainda o desejo de conquista, mas que depois de alcançado, inevitavelmente terá vida curta, para dar lugar a uma nova “coisa” que está por vir.&lt;br /&gt;Quero ousar classificar esses “futuros desejados”. Existem alguns que parecem mais longos, mais distantes, outros nem tanto, podem ser para amanhã mesmo. Mas existem também os que eu chamo de “fast futures”, que às vezes, de tão rápidos parecem pertencer ao presente.&lt;br /&gt;  Frente a esse panorama contemporâneo, não há como se viver de outra maneira que não seja ansiosa. Ao se tentar eliminar o presente como espaço para se viver os processos de vida, elimina-se o contato dos indivíduos com eles mesmos, com o outro e com a vida. Em seu lugar passa a existir apenas a ânsia por algo que preencha os vazios que naturalmente sempre constituíram o homem. &lt;br /&gt;Quando o homem se distancia do impalpável, tão bem representado pela sensibilidade, criação, pensamento e arte e passa então a utilizar a matéria, o palpável, “a coisa”, para tentar preencher seus vazios, um processo ansioso inevitavelmente se instala.&lt;br /&gt;Crianças ansiosas, quando passam a conviver com a arte, retomam um processo de vida com intensidade capaz de restaurar o contato consigo mesmas, com seus vazios e com o mundo. Descobrem o prazer dos processos artísticos e percebem que os resultados são simples ocorrências ou mesmo registros de um presente que pode ser consistente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-1601376285735724283?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/1601376285735724283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/criancas-ansiosas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1601376285735724283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1601376285735724283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/criancas-ansiosas.html' title='OS ANSIOSOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-5261991791955345899</id><published>2009-08-16T21:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T21:34:47.161-07:00</updated><title type='text'>OS ANTISOCIAIS</title><content type='html'>Crianças com dificuldades para se socializarem, em geral trazem esse sintoma à superfície, por terem muito baixas suas auto-estimas. &lt;br /&gt;           Por se sentirem pouco ou inferiores, alguns se escondem por de traz de personagens de força, descaso e até alienação. Isso, evidentemente, em geral leva esses indivíduos a comportamentos socialmente inconvenientes ou até mesmo agressivos. &lt;br /&gt;           Há na verdade, uma séria dificuldade de envolvimento do dito antisocial com o novo, por ele se sentir incompetente frente ao outro, seja pessoa, ambiente ou até mesmo uma nova informação.&lt;br /&gt;É comum, alguns procurarem ajuda em alguém, um parente ou mesmo um companheiro de grupo, apoiando-se nesse, como uma espécie de continuidade de si mesmo. Essas duplas de apoio fundem seus comportamentos para dar a intencional sensação ao meio onde atuam, de que é mesmo difícil saber aonde começa um e aonde termina o outro. Evidentemente, em toda relação simbiótica, ambos os envolvidos estão necessitando compartilhar decisões, possivelmente por necessidades e fragilidades  complementares.&lt;br /&gt;Essas crianças e jovens consideradas tímidas ou arrogantes querem mesmo manter afastados aqueles que possam invadir seus “bunkers”, cuidadosamente construídos para a proteção de suas inseguranças. &lt;br /&gt;Pensando no papel da arte frente a esses sintomas, é importante lembrar que todas as atividades podem, na verdade, ser de grande auxílio, principalmente se forem realizadas a partir de propostas que objetivem questões que promovam não só a relação entre indivíduos como também a relação do indivíduo com ele mesmo. Jogos dramáticos, atividades corporais e plásticas podem ser de grande auxílio. Muitas vezes, não é apenas uma atividade específica que pode auxiliar essas crianças, mas sim a maneira como são propostas ou adequadas certas atividades.&lt;br /&gt;O mais importante é que fortalecido, o indivíduo passe a se perceber consistente como pessoa, para então trocar com o outro ou com um grupo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-5261991791955345899?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/5261991791955345899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-antisociais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/5261991791955345899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/5261991791955345899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-antisociais.html' title='OS ANTISOCIAIS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7637480127293597555</id><published>2009-08-02T19:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T19:41:28.498-07:00</updated><title type='text'>OS DISCRIMINADORES</title><content type='html'>Em geral, indivíduos discriminadores têm dificuldade para lidar com suas próprias “estranhezas”, suas incompetências, fragilidades, limitações, diferenças e por isso repudiam os “espelhos” (constituídos pelos “estranhos” à sua volta) já que esses fazem aflorar seus medos e trazem incômodo.&lt;br /&gt;            No meio adulto encontramos uma imensa variedade de elementos discriminadores, especialmente em grupos em que se acirra a cultura da intolerância. Não é preciso pensar muito para se obter algum exemplo. &lt;br /&gt;            Na verdade, quando a intolerância se desenvolve num meio social (grupo, família, comunidade, povo, país, planeta), ela tem origem no próprio indivíduo que não tolera, já que, o que ele rejeita não é potencialmente as diferenças do outro, mas as suas próprias diferenças. Ou seja, o que ele julga diferente e inaceitável nele próprio, como por exemplo, as suas “dificuldades”, “escolhas”, “aspecto”, “desvios”, “vícios”, “desejos”, ele não suporta rever no outro.  &lt;br /&gt;No meio educacional, é esperado algum tipo de comportamento discriminador principalmente entre os adolescentes, mas especialmente preocupante, quando acontece com crianças antes dessa fase ou quando ela se faz presente mais adiante nos adultos, com o agravante que esses, irão disseminar essa conduta.&lt;br /&gt;A característica discriminadora adolescente pode ser maior ou menor, dependendo do grau de exigência a que esse jovem se impõe. Adolescentes querem construir uma personalidade a partir do rompimento com os pais. O desejo de se constituir “maduro” e “independente”, o torna intolerante às opiniões e condutas de seus mais antigos espelhos que são os seus pais. Alguns adolescentes são discriminadores potenciais de outros jovens, bastando que esses apresentem sinais daquilo que ele luta para romper, como por exemplo  a própria imaturidade. &lt;br /&gt;As conhecidas “panelinhas” adolescentes protegem grupos, num movimento de aceitação conjunta. Uma espécie de simbiose em grupo. Nelas os jovens dividem tudo aquilo que não dão conta individualmente, já que os indivíduos que se desenvolvem em cada uma delas, é ainda estranho e distante deles próprios.&lt;br /&gt;Quando isso ocorre em crianças mais jovens, vale prestar atenção ao modelo familiar que pode fazer a criança repetir as “regras de intolerância” da casa. Outra possibilidade pode ser observada pelo nível de exigência familiar ou social que leva essa criança a um enorme rigor consigo mesma e por isso, amplia aos outros.&lt;br /&gt;Defender-se da sociedade é sempre embrutecedor. Quase sempre afasta a conduta infantil, espontânea, descomprometida, mesmo de quem ainda é criança.&lt;br /&gt;A característica democrática que tem a arte promove a revisão do pensamento intolerante e permite que se façam aproximações entre diferenças e diferentes pelo simples fato de serem as diferenças na arte, as grandes facilitadoras e até mesmo responsáveis pelos admiráveis resultados que se pode obter com ela. No processo artístico se as diferenças de consistência das tintas, das cores, das linhas e dos materiais em geral não forem absorvidas e aplicadas como recurso do fazer, tão pouco se faz arte.&lt;br /&gt;São mesmo abstratos, estranhos e diferentes os critérios adotados para o que se pode chamar de arte, assim como os indivíduos que podem ser considerados diferentes. Na arte, tudo se mistura e desse “caldo” surge a livre expressão e o amadurecimento.&lt;br /&gt;Dentro desse universo, técnicas e propostas que reúnam materiais igualmente diferentes, contrários, opostos e se possível aqueles que fazem misturas aparentemente absurdas, atuam simbolicamente representando as inúmeras inter-relações que podem ser feitas entre elementos aparentemente desarmônicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7637480127293597555?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7637480127293597555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-discriminadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7637480127293597555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7637480127293597555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/08/os-discriminadores.html' title='OS DISCRIMINADORES'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-1638436703105607226</id><published>2009-07-26T18:42:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T05:35:03.415-07:00</updated><title type='text'>OS DESTRUTIVOS</title><content type='html'>É no vazio que se deposita a matéria prima colhida pelos sentidos, para que com ela se promova a criação. Com a criação, vazios são preenchidos, enquanto outros, são inevitavelmente produzidos e assim, alternadamente, é promovido o saudável desenvolvimento humano.&lt;br /&gt;A simbologia da destruição, por vezes observada em algumas ações artísticas infantis e adolescentes, pode significar uma espécie de "releitura artística” das destruições internas sofridas por essas crianças (mesmo que na prática seja difícil de ser absorvida por pais e profissionais). Em geral, essas incômodas ações que transbordam  dessas crianças, são o reflexo ou as respostas para  proibições sem embasamento ou sentido real que elas vivem. Por vezes até, devido a atitudes movidas pelo preconceito, injustiças constantes, sem falar nos casos mais severos que envolvem fortes punições físicas e até violências sexuais. &lt;br /&gt;Experiências muito dolorosas têm o poder de invadir os espaços vazios, em alguns casos até, paralisar ações criativas que gerariam reequilíbrio. Os vazios, apesar de serem espaços livres para as ações do criativo, podem chegar a ser momentaneamente ocupados por ocorrências traumáticas. &lt;br /&gt;Assim, intensamente preenchidos pela dor, esses espaços se mantém temporariamente impedidos de acolher o imaginário e o criativo que poderiam promover a sublimação do impedimento vivido ou a transformação da dor.&lt;br /&gt;Para incentivar a retomada das ações criativas ou mesmo intensificar o seu processo, trabalhar com materiais “já construídos” (íntegros), como: tela, chapa de madeira, metal, plástico, tecido, azulejo, entre outros, nem sempre estimulam o interesse de crianças que apresentam sintomas destrutivos, já que esses materiais não fomentam a identificação dessas crianças com a destruição e sim com o inteiro. &lt;br /&gt;Existem duas maneiras de se propor um trabalho com fragmentos:&lt;br /&gt;Promovendo a quebra desses materiais pelas próprias crianças ou apresentá-los já fragmentados a elas. A atração por uma ou outra possibilidade dependerá de cada caso.&lt;br /&gt;Materiais rasgados, quebrados, moídos surgem como se estivessem transbordando do vazio até então ocupado pela dor. Atraem porque espelham o sentimento de viver aos pedaços. &lt;br /&gt;Materiais fragmentados indicam a possibilidade de serem “retrabalhados” para a construção de novas idéias, sem qualquer pretensão de “reconstituição”, muito menos de “restauração”. &lt;br /&gt;Enfim, os fragmentos e os amassados de qualquer origem, talvez sejam os materiais que mais ajudam um indivíduo a construir a ponte que liga  a destruição e a arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-1638436703105607226?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/1638436703105607226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/os-destrutivos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1638436703105607226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1638436703105607226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/os-destrutivos.html' title='OS DESTRUTIVOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-9194895767878648497</id><published>2009-07-20T10:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T15:51:31.761-07:00</updated><title type='text'>OS HIPERATIVOS</title><content type='html'>Estimular a experiência do que é oposto a um comportamento rotineiro nos indivíduos, é muito bom e especialmente possível se tomarmos o que já é conhecido e experimentado por eles para atuar como atrativo inicial para o desenrolar de experiências opostas que em seguida podem ser oferecidas.&lt;br /&gt;Bons resultados com atividades estruturadas nos opostos, podem ser colhidos com os hiperativos. Por exemplo: possibilitar à uma criança hiperativa a experiência da calma, acenando  a princípio, com os atrativos oferecidos por uma atividade que se mostra acelerada e que por identificação ela tende a se interessar. A seguir, essa mesma atividade, deve levá-la à experiência de fazer conquistas que só podem ser realizadas através da calma.&lt;br /&gt;Seguindo essa linha se conduta, são especialmente válidos os exercícios ou técnicas que tenham a alternância em seu ritmo (aceleração, calma, aceleração...). Amplia-se a qualidade educacional e terapêutica de qualquer atividade artística, quando ela é capaz de circular entre contrários.&lt;br /&gt;Antes de sugerir algumas práticas artísticas que possam ajudar na falta de concentração dos hiperativos, acho importante lembrar que apesar de existirem diversas razões para o desenvolvimento desse sintoma, um forte colaborador pode ser a própria cultura contemporânea.&lt;br /&gt;Dentro do atual estilo de vida, no qual os pais estão inevitavelmente inseridos, vive-se o tempo do “pouco tempo” e da melhor “performance”. Para melhor aproveitar esse tempo e desenvolver o tão desejado desempenho, um excesso de estímulos e expectativas acaba sendo lançado sobre as crianças desde pequenas. Expectativas de pais que obedecem cegamente às exigências sociais. Expectativas que em geral extrapolam os níveis de informação que a criança quer ou pode absorver em cada período de sua vida, promovendo consequentemente ansiedade e frustração. O “livre brincar”, por exemplo, vem perdendo espaço para atividades dirigidas (por vezes passivas), com a justificativa do “melhor aproveitamento”. Dessa forma, o tempo, esse ingrediente que ajuda a estabelecer os níveis de ansiedade, deixa de ser pessoal e diferente entre indivíduos, para se tornar uma marca ser constantemente ultrapassada.&lt;br /&gt;Entre as muitas práticas que podem ser utilizadas com essas crianças, que parecem estar constantemente perseguidas pelo tempo, sugiro algumas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torno de cerâmica em movimento é sem dúvida um grande atrativo. (Porém nem sempre se tem disponibilidade dessa máquina em ambientes de arte) Crianças com esse tipo de transtorno se identificam com o movimento circular dos tornos de cerâmica. A aparente “desordem” sugerida pelo movimento, só poderá dar forma ao pedaço de argila se for empregada uma ordem no processo. Afinal, para que se consiga construir algo com um torno de cerâmica, é necessário obedecer à uma estrutura ordenada de movimentos, ou seja, respeitar a ordem de uma seqüência puramente técnica, para que se consiga construir peças circulares. Portanto, o torno de cerâmica faz com que a criança experimente o caminho da desordem para a ordem, estimulando crianças à uma melhor organização do pensamento e dos movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgindo do escuro.&lt;br /&gt;Atividade individual.&lt;br /&gt;Material: papel branco lápis cera colorido, nanquim preto ou guache preto, palitos de churrasco.&lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Utilizando-se aleatoriamente lápis cera de várias cores, preenche-se o máximo possível, a superfície de um papel de desenho. Em seguida cobre-se com nanquim preto ou guache preto com a ajuda de um pincel, todo o papel encerado a lápis.&lt;br /&gt;Espera-se secar o nanquim e então com a ajuda de um palito de churrasco a criança desenha (risca) sobre o preto, deixando surgir assim as cores do lápis-cera que estão debaixo.&lt;br /&gt;Esta é uma boa proposta para se trabalhar a idéia de “surgimento” do escuro para a luz, além de se experimentar uma atividade que tem inicio na “desordem” de um rabiscar sem direção definida, com força e velocidade e que se desenvolve para uma ação mais ordenada e cuidadosa onde através da coordenação visomotora, encontra-se ou procura-se formas.&lt;br /&gt;Além disso, essa atividade tem inicio numa livre rabiscação em muitas direções. Em seguida é “censurada” pelo próprio aluno, quando cobre com tinta preta a agitação promovida com lápis cera. No final as linhas criadas sobre o preto com uma ponta seca, fazem surgir de maneira mais organizada e valorizada as cores de lápis cera que haviam sido cobertas pelo preto.&lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 3 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construção com linhas ao acaso.&lt;br /&gt;Atividade em grupo para individual ou individual&lt;br /&gt;Material: Papel branco, lápis cera, fita adesiva, pedaços de barbantes, lápis de cor, giz colorido carvão, fixador, tintas, etc... &lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Com o auxílio de uma fita adesiva o orientador pode ou não delimitar previamente um espaço de composição sobre a mesa ou chão. Dispostos em torno desse espaço limitado, os participantes recebem um pedaço de barbante com aproximadamente 60cm.&lt;br /&gt;Depois do primeiro barbante depositado, cada um então e em ordem, contribui com o seu pedaço de barbante, depositando-o dentro desse espaço até que o final, quando então é terminada a composição em grupo.&lt;br /&gt;A partir de uma cuidadosa observação dessa composição criada com linhas, cada um dos participantes escolhe uma parte ou mesmo o todo dela e transfere para um papel, pelo processo de simples registros* . &lt;br /&gt;Tomando agora esses registros criados, como referências, cada um desenvolve livremente uma nova composição individual com auxílio de tintas, lápis cera e lápis de cor, etc...&lt;br /&gt;Observação:&lt;br /&gt;Essa atividade pode ser adaptada como proposta individual. Bastando que se determine um número de barbantes. Esses devem ser cortados previamente pelo orientador em tamanhos iguais ou diferentes, dependendo do objetivo.&lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monotipia a partir de pintura a dedos.&lt;br /&gt;Atividade individual, em duplas ou em pequenos grupos.&lt;br /&gt;Material: passpartouts em variados formatos, plástico branco, papel branco, maisena, anilinas ou pigmentos.&lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Preparam-se alguns passpartouts, podendo ter formatos da área vazada diferentes (circulo, quadrado, retângulo, etc...), mas com formato e tamanho externo igual ao papel que será usado na impressão.&lt;br /&gt;Sobre um plástico branco, preferivelmente no chão pinta-se (em grupo ou individualmente), com tinta para pintura a dedos, fazendo deslizar sobre a superfície mãos e dedos. Ao final cada participante escolhe uma parte da grande pintura realizada e com a ajuda desses passpartouts  seleciona uma parte depositando o paspartout sobre a pintura para em seguida, colocar o papel que irá imprimir exatamente em cima do passpartout. &lt;br /&gt;Receita caseira para a tinta de pintura a dedos:&lt;br /&gt;Água / maisena / anilinas ou pigmentos.&lt;br /&gt;Após ferver a água, adiciona-se a maisena pré-dissolvida em um pouco de água fria mexendo-se constantemente com uma colher de pau, Assim que engrossar, retira-se do fogo e quando estiver morno ou frio, divide-se em porções e pigmentam-se em partes.&lt;br /&gt;Observações:&lt;br /&gt;Não usar papéis finos como os de computador.&lt;br /&gt;No caso das crianças que ainda levam os materiais à boca, usar anilina para bolo.&lt;br /&gt;No caso de crianças a partir de 10 anos, pode-se iniciar a atividade produzindo eles próprios, sob orientação, os passpartouts.&lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 2 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carpintaria e construções.&lt;br /&gt;Construções tridimensionais costumam provocar muito interesse em crianças com pouca concentração. Realizam com grandes gestos idéias que depois de realizadas, se assemelham aos hiperativos, ocupando o espaço com suas três dimensões. Constrói-se com caixas embalagens, colas e outros materiais recicláveis ou de sucata. &lt;br /&gt;A carpintaria seria também um processo de construção com retalhos de madeira, martelos, alicates simples, pregos, parafusos, porcas e cola, sem evidentemente  a presença de serrotes. &lt;br /&gt;Vale salientar, que devido a existência de uma mesa de carpintaria na maioria das oficinas em que trabalho, algumas mães já desistiram de matricular seus filhos, no entanto nesses mais de 40 anos como arte-educador, a mesa de carpintaria nunca provocou acidentes  &lt;br /&gt;A possibilidade de se construir (literalmente) uma idéia com características tão sólidas como acontece quando se prega, cola e se aparafusa pedaços de madeira é extremamente importante para um indivíduo inquieto e criativo e sensível, como é o hiperativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-9194895767878648497?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/9194895767878648497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/criancas-hiperativas-e-arte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/9194895767878648497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/9194895767878648497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/criancas-hiperativas-e-arte.html' title='OS HIPERATIVOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7417325630396133862</id><published>2009-07-12T19:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T15:56:37.605-07:00</updated><title type='text'>OS AUTO-EXIGENTES</title><content type='html'>É sempre mais fácil sugerir propostas artísticas dirigidas a certos alunos, quando já foram observadas tendências a partir da recorrência de certos comportamentos. &lt;br /&gt;            Percebe-se, por exemplo, que crianças com muita auto-exigência são em geral perfeccionistas e por isso, quando desenham, são amigas inseparáveis da borracha (elemento de autocensura). Têm uma tendência aos estereótipos em suas produções supostamente artísticas, assim como no comportamento social. Tendem a acreditar em modelos prontos que facilitem a conquista da “perfeição”. &lt;br /&gt;Por estarem sempre muito próximas da frustração, já que não alcançam as conquistas idealizadas, costumam se irritar com seus produtos, jogar no lixo, dizer que está horrível, rabiscar ou quebrar e abandonar. &lt;br /&gt;Por viverem uma constante insegurança pelos resultados, há o perigo em algumas crianças e jovens de não desenvolverem a própria identidade, o que as concede uma impressão de serem “pouco criativas” e em alguns casos até verbalizam  “desinteresse” por atividades artísticas.&lt;br /&gt;A partir da pré-adolescência, é comum se manterem tímidas e isoladas como se fosse por opção ou “uniformizadas” dentro de um grupo, repetindo as regras criadas pelo grupo. &lt;br /&gt;Como nesses casos a identidade individual se encontra fragilizada ou anestesiada, os apelos pela confirmação e aceitação social a tornam uma criança voraz pelos acertos e por conseqüência, como ela não se sente realizando nada com a qualidade desejada, passa a carregar a idéia de que existe um “erro” constante dentro dela. Cria-se então um circulo vicioso dentro do qual ela não acredita em suas potencialidades e portanto, se fragiliza e consequentemente não vê qualidade no que faz e assim consecutivamente.&lt;br /&gt; Como arte e identidade se reabastecem todo o tempo e dependem uma da outra, temos aí provavelmente dois caminhos:&lt;br /&gt;Ou descobrem suas legítimas potencialidades através da linguagem artística e assim dão início a um saudável desenvolvimento ou transformam-se em crianças e futuros adultos que, para sobreviverem, se nutrem com falsas escolhas e falsas expressões ao longo da vida.&lt;br /&gt;Algumas dessas crianças, especialmente as adolescentes, por perceberem a inevitável relação que tem a arte com o legítimo e como não localizam em si mesmas essa legitimidade, podem se manter como que socorridas por estereótipos, especialmente quando se vêm expostas num grupo social. &lt;br /&gt;Mas nem tudo é sempre fragilidade e falta de contato consigo mesmo, muitas vezes alguns projetam relações genuínas somente naquilo que consideram como uma espécie de espaço possível de preservação da intimidade. Podemos encontrar esses registros, em pequenos desenhos produzidos em bloquinhos de papel, diários escondidos, cantinhos do fichário. Esconderijos onde esses jovens guardam e preservam alguns sinais da importante relação que tentam abandonar, junto com as suas verdadeiras identidades.&lt;br /&gt;A possibilidade de expressão oferecida pela arte, somada à constante valorização de um “eu” priorizado em suas particularidades e diferenças, resgata e promove gradativamente o desenvolvimento da linguagem própria. Toca num assunto delicado e quase sempre “anestesiado” pelos indivíduos que desenvolveram esse tipo de dificuldade. Por isso, são esperadas atitudes de resistência em crianças e jovens com esses sintomas. Propostas apresentadas pelos orientadores em aula, parecem sempre não representar seus verdadeiros interesses. Atitude que muitas vezes desestimula os próprios orientadores, principalmente se esses não se mantiverem atentos a essas atitudes percebendo-as como sintomas e não como características de uma possível “personalidade”.&lt;br /&gt;O estímulo e a valorização de tudo que puder ser observado no aluno como expressão legítima, é o primeiro e mais importante passo para se dar partida no processo de desvendamento daquilo que realmente pertence e conseqüentemente o identifica. Esse processo de valorização de suas próprias soluções o levará também à seleção de seus interesses e futuramente à consequente expressão de suas opiniões no meio social.&lt;br /&gt;Atividades contrárias à precisão e que justamente por isso se constituem artísticas, são um importante contraponto frente ao perfil auto-exigente e perfeccionista.&lt;br /&gt;Dentro da maioria das técnicas e experiências artísticas, existe uma enorme diversidade de possibilidades capaz de agir simbolicamente numa também enorme diversidade de características humanas. Abaixo sugiro algumas técnicas que podem auxiliar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monotipia:&lt;br /&gt;Material: &lt;br /&gt;Chapa de vidro, acrílico, fórmica ou piso cerâmica, papel branco, estopas, potes, pincéis, tintas:  guache, acrílica ou aquarela.&lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Pinta-se sobre uma chapa ( vidro, acrílico, fórmica, etc...) com tinta guache ou acrílica. Depois de realizada a pintura sobre a chapa (matriz) e ainda com a tinta molhada, coloca-se uma folha de papel sobre a matriz pintada. Dependendo do efeito desejado, aperta-se mais ou menos o papel sobre a matriz. Retira-se em seguida.&lt;br /&gt;Pode-se experimentar imprimir com o papel previamente umedecido com água, no caso das tintas a base de água . Pesquisas são sempre bem vindas, especialmente quando se trabalha com monotipias.&lt;br /&gt;A cada impressão realizada, limpa-se a chapa com pano ou estopa, para se dar inicio a uma nova monotipia.&lt;br /&gt;Importante:&lt;br /&gt;Utilizando-se tintas a base de água como aquarela, guache, acrílica pode-se adicionar uma pequena quantidade de glicerina misturada à tinta, para retardar a secagem e assim dar mais tempo para a  execução sem a preocupação exagerada com a secagem da tinta sobre o vidro que impediria a impressão.&lt;br /&gt;O papel durante a impressão não pode demorar para ser retirado da matriz.&lt;br /&gt;Pode-se ainda produzir monotipias utilizando-se aquarela, principalmente quando se quiser tirar partido das manchas. &lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho surpresa:&lt;br /&gt;Material: &lt;br /&gt;Lápis de cera branco, papel branco, tinta aguada ou aquarela.&lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Com lápis cera branco sobre papel branco o aluno desenha. Terminado o desenho, o aluno passa uma aguada de tinta (acrílica ou guache dissolvidos como uma aquarela) ou usa a própria aquarela livremente sobre o papel. Só aí o desenho irá aparecer.&lt;br /&gt;Esta é uma boa proposta para se trabalhar o descontrole como recurso criativo.&lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 3 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Controle e descontrole:&lt;br /&gt;Material: &lt;br /&gt;Papéis encorpados (preferivelmente pouco permeáveis), tesouras, nanquim (se possível coloridos, além do preto), pincéis de pêlo, fita crepe, penas de nanquim, lápis,  lápis de cor aquareláveis.&lt;br /&gt;Processo:&lt;br /&gt;Criar e recortar uma forma de um pedaço de cartolina.&lt;br /&gt;Sobre uma folha de desenho pouco permeável escolher um lugar e fazer o registro do recorte de cartolina contornando-o suavemente com lápis.&lt;br /&gt;Molhar com bastante água e com a ajuda de um pincel de pelo, somente a área de registro.&lt;br /&gt;Ainda com a área do registro molhado, desenhar bico de pena e nanquim e ou lápis de cor aquarelável, livremente sobre toda a superfície do papel. A parte seca terá um resultado mais preciso e ao passar pela  parte molhada o bico de pena ou o lápis aquarelável oferecerão um certo descontrole&lt;br /&gt;A proposta consiste em reunir controle e descontrole num mesmo trabalho, para que ambos se completem.&lt;br /&gt;Crianças com maturidade igual ou superior a 8 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7417325630396133862?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7417325630396133862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/criancas-auto-exigentes-e-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7417325630396133862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7417325630396133862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/criancas-auto-exigentes-e-arte.html' title='OS AUTO-EXIGENTES'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4646653925740655676</id><published>2009-07-05T20:36:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T22:39:35.946-07:00</updated><title type='text'>O LIVRE CRIAR</title><content type='html'>A arte contemporânea tem trazido uma boa colaboração para a revisão de conceitos que tendem a cristalizar olhares e massificar opiniões. Ela propõe a desconstrução de símbolos e significados pré-constituídos, enquanto busca novos códigos de linguagem. Re-significa objetos, imagens e palavras, procurando levar o espectador ou participante a repensar valores que se estabelecem sem reflexão.&lt;br /&gt;Parece ser a necessidade de se manterem integrados socialmente, que distancia os indivíduos das práticas que priorizariam a individualidade. Ações que valorizam o sujeito e sua diversidade, como o fazem a filosofia e a arte, precisam estar mais próximas de nossas crianças. Sem as reflexões provocadas pelo livre pensar e o livre criar, tornamo-nos todos meros produtores e consumidores do previsível.&lt;br /&gt;A arte, quando relacionada ao processo educacional, traz uma importante questão e que é de certa maneira de ordem prática:&lt;br /&gt;Como pais e profissionais, contemplam o produto ou o processo criativo de suas crianças? Afinal, esses pais pertencem a essa sociedade de consumo e por estarem nela inseridos, carregam o vicio de olhar a criatividade e a arte, com os olhos da expectativa e de critérios atrelados à referências e padrões estabelecidos. Há um vocabulário comum a todos: o vocabulário social que prioriza o consumo e a obviedade. &lt;br /&gt;Talvez por isso seja tão comum escutarmos: &lt;br /&gt;- A arte só me interessa se for bela, decorativa e puder atender aos meus critérios de compreensão.&lt;br /&gt; Essa espécie de premissa instalada leva o indivíduo a se manter sintonizado apenas com o que é cada vez mais praticado na vida, a superficialidade dos objetos. Uma superficialidade que pode transformá-lo em presa fácil de um olhar estereotipado, já que afasta o indivíduo da oportunidade de sentir e de inspirar a vida com intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O que é INSPIRAÇÃO senão aquilo que BÓIA no inconsciente.&lt;br /&gt;            É preciso RESPIRAR.&lt;br /&gt;E  com  o  dedilhar  dos  DEDOS,  o  sapatear  dos  PÉS,&lt;br /&gt;A  VOZ  emotiva  ou   as  MÃOS  no  barro;  retirá-la  imediatamente.&lt;br /&gt;     Verde,  IMATURA,  imaculada,  quase  INGÊNUA  ela  toma  forma.&lt;br /&gt;E  da  inspiração  cria-se  algo  novo,  ou  reformula-se  de  um  jeito&lt;br /&gt;ÙNICO.&lt;br /&gt;Modifica-se  ao  SABOR  daquilo que  bóia,  quando  ainda não  tem  NOME,&lt;br /&gt;Como  um  panfleto  apócrifo...]&lt;br /&gt;                                                                Alexandra Garnier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4646653925740655676?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4646653925740655676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/o-livre-criar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4646653925740655676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4646653925740655676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/o-livre-criar.html' title='O LIVRE CRIAR'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-1698193778887802423</id><published>2009-07-05T16:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T16:48:36.798-07:00</updated><title type='text'>O LIVRE PENSAR E CRIAR</title><content type='html'>A arte contemporânea tem trazido uma boa colaboração para a revisão de conceitos que tendem a cristalizar olhares e massificar opiniões. Ela propõe a desconstrução de símbolos e significados pré-constituídos, enquanto busca novos códigos de linguagem. Re-significa objetos, imagens e palavras, procurando levar o espectador ou participante a repensar valores que se estabelecem sem reflexão.&lt;br /&gt;Parece ser a necessidade de se manterem integrados socialmente, que distancia os indivíduos das práticas que priorizariam a individualidade. Ações que valorizam o sujeito e sua diversidade, como o fazem a filosofia e a arte, precisam estar mais próximas de nossas crianças. Sem as reflexões provocadas pelo livre pensar e o livre criar, tornamo-nos todos meros produtores e consumidores do previsível.&lt;br /&gt;A arte, quando relacionada ao processo educacional, traz uma importante questão e que é de certa maneira de ordem prática:&lt;br /&gt;Como pais e profissionais, contemplam o produto ou o processo criativo de suas crianças? Afinal, esses pais pertencem a essa sociedade de consumo e por estarem nela inseridos, carregam o vicio de olhar a criatividade e a arte, com os olhos da expectativa e de critérios atrelados à referências e padrões estabelecidos. Há um vocabulário comum a todos: o vocabulário social que prioriza o consumo e a obviedade. &lt;br /&gt;Talvez por isso seja tão comum escutarmos: &lt;br /&gt;- A arte só me interessa se for bela, decorativa e puder atender aos meus critérios de compreensão.&lt;br /&gt; Essa espécie de premissa instalada leva o indivíduo a se manter sintonizado apenas com o que é cada vez mais praticado na vida, a superficialidade dos objetos. Uma superficialidade que pode transformá-lo em presa fácil de um olhar estereotipado, já que afasta o indivíduo da oportunidade de sentir e de inspirar a vida com intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[O que é INSPIRAÇÃO senão aquilo que BÓIA no inconsciente.&lt;br /&gt;            É preciso RESPIRAR.&lt;br /&gt;                E  com  o  dedilhar  dos  DEDOS,  o  sapatear  dos  PÉS,&lt;br /&gt;A  VOZ  emotiva  ou   as  MÃOS  no  barro;  retirá-la  imediatamente.&lt;br /&gt;     Verde,  IMATURA,  imaculada,  quase  INGÊNUA  ela  toma  forma.&lt;br /&gt;E  da  inspiração  cria-se  algo  novo,  ou  reformula-se  de  um  jeito&lt;br /&gt;ÙNICO.&lt;br /&gt;Modifica-se  ao  SABOR  daquilo que  bóia,  quando  ainda não  tem  NOME,&lt;br /&gt;Como  um  panfleto  apócrifo...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                Alexandra Garnier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-1698193778887802423?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/1698193778887802423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/o-livre-pensar-e-criar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1698193778887802423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/1698193778887802423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/07/o-livre-pensar-e-criar.html' title='O LIVRE PENSAR E CRIAR'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4371127301518615771</id><published>2009-06-28T20:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T19:12:08.496-07:00</updated><title type='text'>ENTRE METAS E PROCESSOS</title><content type='html'>Infelizmente, objetivos tornaram-se uma prioridade cada vez maior e mais disseminada nos lares e instituições educacionais, assim como também nos ambientes profissionais contemporâneos.&lt;br /&gt;A importância que a nossa cultura vem depositando no objeto como meta e consequentemente nos objetivos como princípio para a formação dos indivíduos, é a meu ver a grande responsável pelo crescimento da frustração, da angústia e da depressão, tanto em adultos quanto em crianças, imobilizados pela sensação de incompetência. &lt;br /&gt;Se por um lado as metas são recursos extremamente organizadores do pensamento e da ação, o que me preocupa é a linha reta que em geral conduz e dá forma a elas, já que as possíveis colaborações de acasos durante o percurso de uma meta, não costumam ser considerados. &lt;br /&gt;Metas são sempre “objetos a conquistar” ou "sujeitos" transformados em objetos de conquista. São idealizações que podem dissociar o homem de sua essência (sensibilidade, identidade, sensação, opinião, sentimento...). Além disso, qualquer meta está sempre comprometida com inúmeras variáveis mas nem sempre consideradas, como é o caso dos desejos individuais, as diferentes capacidades, os diferentes talentos.&lt;br /&gt;Há uma previsibilidade nos objetivos que talvez seja vista como um “porto seguro” a ser alcançado e uma imprevisibilidade nos processos, que, apesar de serem  excelentes terrenos para a criação, podem também vir a questionar a própria meta, modificando ou até a inviabilizando. Quando o prazer se localiza unicamente no resultado, essa possibilidade gera inevitavelmente insegurança.&lt;br /&gt;Nos moldes atuais, quando se cria um objetivo, seja ele qual for, vive-se exclusivamente a expectativa dos resultados e pouco se observa ou se aproveita do processo. Há um equilíbrio entre metas e processos que precisa ser observado, afinal é exatamente para os processos, que dispensamos o maior tempo de nossas vidas e com eles experimentamos, aprendemos e nos desenvolvemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4371127301518615771?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4371127301518615771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/metas-inalcansaveis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4371127301518615771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4371127301518615771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/metas-inalcansaveis.html' title='ENTRE METAS E PROCESSOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-7405005629245700322</id><published>2009-06-22T15:39:00.001-07:00</published><updated>2009-06-22T15:40:01.464-07:00</updated><title type='text'>ARTE TEM FUNÇÃO?</title><content type='html'>Comumente quando se pensa em arte, existe uma tendência para se buscar funções e significados para ela. Na verdade, não há uma razão lógica para se fazer arte e esta “ausência de razão”, já é, por si só, a grande motivação para a sua existência. Dentro de uma sociedade contemporânea como a nossa, cada vez mais tomada por objetos e consequentemente comprometida com objetivos, abrir espaço para a subjetividade oferecida pela arte pode ser a salvação. &lt;br /&gt;Como a arte não se associa às conhecidas “metas a cumprir”, tão difundidas atualmente, ela se transforma, num importante, se não único, contraponto a esse comportamento e também um grande incômodo, para esse sistema que superestima metas e coisas. &lt;br /&gt;A arte, assim como a filosofia e a psicologia, precisa do descomprometimento moral, econômico, político, estético e religioso para poder instigar num indivíduo o direito de desejar e pensar de forma legítima, por isso precisa atuar de forma tão independente.&lt;br /&gt;A manutenção da liberdade da arte exige que se tenha muita cautela quando ela é utilizada em áreas que têm funções sociais, como é o caso da educação e da saúde. Deve-se cuidar, para que associações como as que são nomeadas como arte-educação e arteterapia, não encerrem a arte em recipientes programados ou excessivamente controlados, perdendo assim aquilo que essencialmente a constitui que é a sua “não função”.  &lt;br /&gt;Ocupando esse lugar tantas vezes transgressor, a arte se constitui dinamizadora do desenvolvimento de indivíduos e povos; instiga à reflexão e propõe uma contínua construção da identidade tanto da pessoa quanto da sociedade como um todo.&lt;br /&gt;Ao longo da história, governos autoritários que recorreram à censura ou perseguiram movimentos artísticos, tiveram em suas sociedades um notável empobrecimento em suas relações. Além disso, em pouco tempo, observa-se nesses sistemas repressores a desqualificação do desenvolvimento de seu povo em quase todos os seus segmentos e não apenas nos segmentos culturais.&lt;br /&gt;Só a reflexão nos permite pensar valores, costumes, atitudes. Só a arte e o livre pensamento, nos permitem refletir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-7405005629245700322?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/7405005629245700322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/arte-tem-funcao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7405005629245700322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/7405005629245700322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/arte-tem-funcao.html' title='ARTE TEM FUNÇÃO?'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-6928197481683603430</id><published>2009-06-14T18:59:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T05:05:45.572-07:00</updated><title type='text'>VAZIO E REFERÊNCIAS</title><content type='html'>Sob o meu ponto de vista, referências são linhas que podem alimentar ou amarrar os processos de desenvolvimento criativo, dependendo da relação que se estabelece com elas.&lt;br /&gt;No exercício corporal que chamo de “eixo e confiança”, experimenta-se esse contato com o vazio, a sensação de perda das referências. Uma prática que estimula a reflexão e a revisão dessas questões.&lt;br /&gt;Dispostos em circulo e em torno de um colega, o grupo de participantes, está ali para receber de maneira segura e acolhedora o colega colocado no centro da roda. Esse participante se mantém de olhos fechados e de pé, imaginando um eixo que percorre todo o seu corpo ao mesmo tempo em que procura deter o mínimo de equilíbrio, já que os seus pés, muito unidos, o transformam praticamente num “João teimoso”*.&lt;br /&gt;  Apesar desse eixo imaginário, a proposta é relaxar, ou melhor, desligar-se do equilíbrio conhecido, “perder as referências”. Assim então, o participante deixa-se pendular entre corpos e mãos de seus colegas à volta. Parece fácil, mas nem sempre. Por vezes é bem difícil para quem está no centro, se permitir desapoiar apenas confiando no outro. Mais difícil se torna ainda, para quem somente pratica a racionalidade ou se vê constantemente responsabilizado em sua rotina e numa experiência se permitir entregar  à passividade; a quase dependência de um grupo.&lt;br /&gt;   Comumente relacionarmos a idéia de um eixo ao equilíbrio, no entanto, uma das características dessa proposta que mais me encanta, é exatamente a qualidade que ela tem de promover o desequilíbrio a partir de um eixo instável, enquanto utopicamente procura-se relaxar o pensamento num corpo rígido, ou melhor, num corpo sustentado.&lt;br /&gt;   Costumo ver esse exercício sempre estabelecendo uma forte relação com o universo criativo. Entre o momento de equilíbrio e o apoio fornecido pelo outro, vive-se o vazio, o desapoio, a dúvida, a insegurança, a imprecisão, o medo e com eles, todo o desequilíbrio necessário para se viver a ousadia da arte. Ninguém cria sob o julgo do equilíbrio. O excesso dele pressupõe certezas, não aceita o vazio ou não o enxerga. Por isso, sugiro dissociar o eixo da possibilidade de equilíbrio, permitindo a relação num mesmo tempo entre eixo e desequilíbrio, ou seja, buscar equilíbrio sem aprisionar-se a um eixo rígido. Libera-se assim um campo maior e mais possível para a arte e a vida.&lt;br /&gt;* “João teimoso” é assim chamado popularmente por ser um boneco produzido com peso na sua base, para que não caia nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-6928197481683603430?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/6928197481683603430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/vazio-e-referencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6928197481683603430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6928197481683603430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/vazio-e-referencias.html' title='VAZIO E REFERÊNCIAS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3811352679115173437</id><published>2009-06-07T13:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T16:52:05.475-07:00</updated><title type='text'>TEMPO FUGAZ</title><content type='html'>Certamente estamos vivendo  um tempo muito veloz, onde se cultua com muita pressa o que é ágil, belo, dá prazer e não aborrece. Descartamos rapidamente um objeto de nossos desejos, não por já ter sido realizado, mas por que já fomos dominados por um novo “must” que a globalização trouxe e que a tudo irá devorar. O “in”, o “out”, o upgrade, o delete, delivery e mais um milhão de come-comes. Esta é uma era “fake”, a valorização do falso e de um tempo fugaz. &lt;br /&gt;Certa vez, enquanto esperava pela chegada do meu assistente para me auxiliar na instalação de uma escultura em um jardim particular, resolvi passear pela casa já em final de obras. Entrando pela porta principal, parei no centro de um grande hall, ainda com cheiro de tinta, para observar um lustre recém instalado.&lt;br /&gt;-Gostou do Lustre? Me surpreendeu a decoradora.&lt;br /&gt;-Bonito Murano! disse eu&lt;br /&gt;.-Sim, é um legítimo "Fake".&lt;br /&gt;-Como assim, "fake"? "fake" de “falso”?&lt;br /&gt;- Isso não é cristal... é resina meu querido! Mas não vamos desfazer da peça, não é mesmo? Convenhamos... "fake" tem melhor potencial aos ouvidos dos clientes...um certo “glamour” digamos.&lt;br /&gt;    Acho que somos facilmente devorados pelos modismos, porque abrimos um enorme buraco em nossa cultura por conta de nossa já característica visão autosubestimada de povo terceiromundista. Para disfarçar a pecha, estamos consumindo freneticamente, como fazem nossos ídolos americanos. &lt;br /&gt;Adotar o que “parece ser”, mas que na verdade não é, se tornou uma atitude previsível, se considerarmos o “mudei de idéia” como um comportamento valorizado pela mídia e com promessas de que assim estaremos inseridos na sociedade contemporânea.  Porque ser verdadeiro, se eu posso me alimentar com a ilusória sensação de liberdade que prega o efêmero e o descartável como conquista de felicidade?&lt;br /&gt;     Por que querer o verdadeiro hoje, se provavelmente eu vou descartá-lo amanhã. Afinal, a rapidez da mídia a qualquer momento irá raptar meu desejo, transformá-lo em algo ultrapassado e em seu lugar me apresentar um novo, com promessas de prazer e atualização da sensação de poder e de inserção social?&lt;br /&gt;    Em muitos momentos, tenho a impressão de que o que nos resta são mesmo os resíduos, as falsas impressões e que nem ao menos nos damos conta, de que esse é que tem sido o nosso alimento.&lt;br /&gt;    Há um poder controlador que nos autoriza e estimula a brincar um pouco com falsas impressões, antes delas perderem o encanto e irem para o lixo.&lt;br /&gt;    É desolador esse quadro. Acredito que só o exercício da opinião oferecido pelo pensamento e a arte pode nos levar a revê-lo e em seguida promover atitudes capazes de modificá-lo. A consciência de que somos indivíduos criativos e a prática dessa potencialidade tão característica do ser humano pode dar inicio a esse processo de revisão de conduta. &lt;br /&gt;     Certa vez, num dos locais onde coordeno o projeto “Eu sou”, estava eu sentado e muito cansado num canto da sala de aula,  pensando em ir embora naquele dia um pouco mais cedo. Decidi então esperar o próximo grupo e sair uns quinze minutos depois de iniciada a aula. Ao chegarem, um dos alunos, um menino de 10 anos me disse todo animado: &lt;br /&gt;- Helio! Eu trouxe comigo um pouco daquela massa mágica! Sobrou no meu bolso daquela ultima aula.  Faz de novo com a gente aquele exercício? Por que, durante a semana eu pensei nele e fiquei cheio de idéias novas!&lt;br /&gt;-  Bom... para fazermos de novo hoje o exercício, vamos mesmo ter que usar a sua massa, porque a minha eu deixei lá em casa ou emprestei pra alguém... não me lembro mais.&lt;br /&gt;Reunimos então o grupo num grande círculo e demos inicio ao exercício, no qual imaginamos ter entre nós uma massa mágica e com ela somos capazes de produzir pantomímicamente qualquer coisa que em seguida passamos para o colega ao lado. Os resultados foram surpreendentes, a massa invisível tomou formas as mais particulares e variadas, conforme o imaginário era passado de mão em mão. &lt;br /&gt;Mudei de planos, e fiquei até o final da aula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3811352679115173437?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3811352679115173437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/tempo-fugaz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3811352679115173437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3811352679115173437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/tempo-fugaz.html' title='TEMPO FUGAZ'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-8184596857138877323</id><published>2009-06-01T10:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T07:31:13.047-07:00</updated><title type='text'>FALANDO COM ADULTOS SOBRE ARTE E EDUCAÇÃO</title><content type='html'>Já fomos crianças e hoje se não nos lembramos mais, podemos observar as crianças que estão por perto de nós. &lt;br /&gt;Quase todas quando ainda pequenas, encontram meios de acomodarem ou ao menos tornarem mais digestivos os momentos incômodos. Uma briga, um grito injusto, uma omissão, uma incompreensão, podem ser digeridos ou expelidos numa estória imaginada e representada entre objetos comuns: na terra ou na areia da praia, num desenho, na água ou numa pintura livre feita na escola. &lt;br /&gt;Há, sem dúvida, situações que transcendem o simples indigesto e que mesmo deixando marcas, elas até se suavizam com a possibilidade do criativo.&lt;br /&gt;Foi a nossa imaginação infantil ou a das crianças que observamos que permitiu elaborar os inevitáveis obstáculos tão próprios da vida. Foi o medo da bruxa que não gostava da branca de neve ou o medo de ser bruxa. Foi o desejo de pintar tudo de azul ou respingar de vermelho o papel branco, de riscar com raiva o lápis cera sobre um pedaço de tábua. Foi o buraquinho na terra, onde escondemos ou enterramos coisas, que nos alimentou e nos ajudou nesse percurso.&lt;br /&gt;Não sei se vocês ainda se lembram, mas foi por volta dos oito anos, quando os códigos de ensino passaram a ocupar quase inteiramente nossas vidas, que a nossa imaginação foi perdendo espaço, até sucumbir entre números, provas, certos, errados e outros rigores da precisão. No entanto, a vida a partir daí não deixou de nos trazer situações imprecisas, por vezes difíceis de se decidir simplesmente se isso ou aquilo. Mas, onde ficaram os recursos trazidos pela natural criatividade dos primeiros anos e o que fazer quando ao invés da imprecisão criativa se tem apenas a missão de acertar num típico: É isso ou aquilo? &lt;br /&gt;Não reclamem de ansiedade ou de desinteresse em seus filhos!&lt;br /&gt;Afinal eles estão seguindo o comando, tentando “isso ou aquilo”, ou serem competitivos como espera deles essa sociedade do “venceu ou perdeu”. Talvez até já tenham desistido da competição por se sentirem fora do páreo.&lt;br /&gt;Não reclamem de hiperatividade sem antes observar se ainda existe espaço na vida de seus filhos para brincarem e imaginarem por conta própria.&lt;br /&gt;Não reclamem de incompetência para o aprendizado, porque educação sem arte faz a criança romper com a competência que ela traz e experimenta quando vem ao mundo. Educação sem arte, promove a impessoalidade, torna estéril o conhecimento e empobrece o raciocínio.&lt;br /&gt;De que adianta crescer e passar a observar o mundo através de um olhar aprisionado, limitado?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-8184596857138877323?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/8184596857138877323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/falando-com-adultos-sobre-arte-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/8184596857138877323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/8184596857138877323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/06/falando-com-adultos-sobre-arte-e.html' title='FALANDO COM ADULTOS SOBRE ARTE E EDUCAÇÃO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3146769679790017347</id><published>2009-05-25T07:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T07:45:03.768-07:00</updated><title type='text'>AFOGADA EM OBJETOS</title><content type='html'>Ao longo do tempo em que venho lidando com o meu processo criativo e com o processo criativo de crianças e adultos, assisto com muita preocupação ao aumento da distância entre as pessoas e seus verdadeiros desejos, escolhas e relações. Crianças pobres, mantidas na periferia social e crianças economicamente inseridas nos planos de consumo, afastam-se igualmente de si mesmas, à procura de “coisas” que “prometem” acesso à felicidade e à inserção social. &lt;br /&gt;Privar-se do prazer, mesmo que fugaz, das “coisas” oferecidas pelo capitalismo, parece significar frustração garantida para a maioria das pessoas. &lt;br /&gt;Nas classes privilegiadas, adultos defendem seus filhos da experiência dolorosa de não serem atendidos em seus desejos de consumo, como se a frustração não pudesse ser também enriquecedora para seus pequenos e como se facilitar os desejos dos filhos, fosse sempre uma prova de amor.&lt;br /&gt;Entre os muito pobres das grandes cidades como o Rio de Janeiro, é comum o quase ou total abandono das crianças à própria sorte, como se fossem todos, crianças e adultos, sobreviventes de uma batalha vencida. A meta de ao menos prover, estabelecida em geral pelo adulto remanescente de uma família da periferia social, acaba se tornando algo praticamente inalcançável. Necessidades básicas, misturadas à necessidade de conquistar algum “prazer” em suas vidas, vão sendo transferidas para símbolos de conquista depositados  em objetos (celulares, adornos) e comportamentos (moda, vocabulário e música específicos).   &lt;br /&gt;Que papel pode ocupar a educação frente a esse mundo de “coisas” repletas de promessas que não serão cumpridas?&lt;br /&gt;A minha opinião, é de que a educação, quando sustentada pelos braços da arte e da cultura, pode significar o principal contraponto a tudo isso. A arte e a cultura, quando amplificadas, são capazes de incentivar a revisão desse condicionamento humano que tem priorizado o objeto, distanciando o sujeito dele mesmo, dentro de uma sociedade que ironicamente é formada por sujeitos. Sem o contraponto da subjetividade (a opinião de cada sujeito) oferecida pela arte (assim como a filosofia e a cultura) a nossa sociedade sucumbirá afogada em objetos. &lt;br /&gt;Se a escola é uma importante sede para a educação, porque ela anda tão distante da filosofia, da cultura e da arte?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3146769679790017347?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3146769679790017347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/afogada-em-objetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3146769679790017347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3146769679790017347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/afogada-em-objetos.html' title='AFOGADA EM OBJETOS'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4621257083574316292</id><published>2009-05-17T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T14:44:28.980-07:00</updated><title type='text'>DESEJOS E REPRESENTAÇÕES</title><content type='html'>Desde que iniciou de seu contato com a arte aos 10 anos, Adriana demonstrou um interesse muito particular pela cor preta. Com a utilização quase compulsiva dessa cor, ela desenvolveu vários trabalhos bastante significativos. Quando ela começou a fazer suas primeiras incursões por outras cores, elas pareciam atuar como uma espécie de colaboradoras dos pretos que ela ainda priorizava e que tanto a representavam.&lt;br /&gt;       Certo dia, numa aula, depois de ter sido apresentado ao grupo a técnica da têmpera de ovo, Adriana se aproximou de mim já nos últimos minutos de aula, trazendo um pote de preto e alguns potes de cor fabricados pela turma. Lentamente começou a pingar cores dentro do preto. Distante da minha própria sensibilidade, cheguei a pensar em conter aquele processo, já que racionalmente, tudo iria inevitavelmente se manter preto, e portanto, ela estaria apenas “estragando” material. Mas felizmente me contive e consegui observar a pesquisa, sem reprimi-la. Afinal, seu objetivo era mesmo observar as cores sendo engolidas pelo preto e me fazer compartilhar de sua pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    - Que esquisito...Continua preto. Me disse ela.&lt;br /&gt;     Fiz então um carinho, dei um sorriso e lhe disse:&lt;br /&gt;    - Vamos arrumar a sala? A aula acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Horas depois, me dei conta que talvez ela estivesse tentando simbolicamente me “falar” como era difícil ou mesmo eram escassas as possibilidades em sua vida para modificar o preto. Talvez as cores viessem mesmo sendo engolidas pelo preto e fomentando a sua descrença nas mudanças. &lt;br /&gt;Muitos são os significados que podem caber numa ação artística, mas na verdade, decodificar os símbolos que se constroem a partir dela, não é exatamente fundamental. Fundamental, é permitir que elas ocorram, dar espaço, acolhê-las, mesmo quando não há compreensão de seu significado. &lt;br /&gt;Confesso que naquele momento eu não fui capaz de perceber a amplitude da experiência que aquela menina compartilhava comigo. Talvez eu pudesse ter ido mais além, dialogando a respeito dos pretos, das possibilidades de se constituírem avermelhados, azulados, amarelados, acinzentados, sem no entanto, deixarem de ser essencialmente pretos. &lt;br /&gt;Mas acho também, que é comum existir nos profissionais, a sensação de que é sempre pouco o que se faz, principalmente quando se tem consciência do muito que em certos casos precisa ser feito. &lt;br /&gt;Percebe-se, que algumas crianças, especialmente as que se desenvolvem em ambientes de precariedade e desestrutura, reprimem ou dissimulam seus verdadeiros desejos. No entanto, não há como eliminarem por completo sem deixar vestígios, que existe sim, o desejo de uma casa, de uma família, de acolhimento, afeto, paz, beleza e até consumo.  São muitos os recursos utilizados por elas, na tentativa de manterem esses desejos distantes, para que assim possam tentar reduzir suas frustrações. Um olhar de desconfiança, descrédito e apatia sobre a vida; de desrespeito ou arrogância como o espaço e ou colegas. Um aparente desinteresse pelo que é proposto nos ambientes de ensino, além de desempenhos estereotipados, são algumas formas freqüentes de autoproteção adotadas. &lt;br /&gt;      Basta observar os produtos artísticos de crianças, inicialmente imobilizadas pelo medo de viverem a constante frustração, para se notar, que quando os primeiros registros legítimos são conquistados, essas crianças dão inicio a importantes contatos com elas próprias e assim, gradativamente, vão tomando contato com a potência existente na linguagem que é oferecida pela arte. De posse dessa linguagem, elas podem passar a expressar seus conflitos,  inclusive aqueles produzidos pela proximidade entre o desejo e a impossibilidade de realização. &lt;br /&gt;Através da arte, lares são idealizados, casas são construídas, prazeres são realizados, pessoas se casam, se amam. Amores são confessados; flores, pássaros e corações, tomam lugar como formas simbólicas e assim se manifestam.&lt;br /&gt;  Durante esse processo, podem-se observar representações dirigidas para “construção” de situações que alguns julgam ideais, como desejos de conquista, ou também como recurso para o “exorcismo” de situações de dor, repulsa e conflito; como por exemplo, nos casos de violência e abusos.&lt;br /&gt;   O caso que relatei da Adriana, nos mostra que não é só através nos produtos artísticos que se enxergam situações de transferência, mas também durante alguns processos criativos, ou até mesmo numa atividade simples e aparentemente pouco criativa, como a arrumação de uma sala de aula.&lt;br /&gt;  Vale portanto lembrar, que nem sempre os produtos representam uma linguagem ou identificam uma ação artística.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4621257083574316292?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4621257083574316292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/desejos-e-representacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4621257083574316292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4621257083574316292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/desejos-e-representacoes.html' title='DESEJOS E REPRESENTAÇÕES'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-6857135973078732471</id><published>2009-05-10T13:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T13:20:24.197-07:00</updated><title type='text'>A TRANSFORMAÇÃO COMO FERRAMENTA DA ARTE</title><content type='html'>“Grave o seu nome, seu traço e reconheça a sua cor preferida. Num instante seguinte, mude de cor e de traço; se quiser, mude até a forma como desenha o seu nome. Descubra a liberdade de se transformar e de fazer a sua própria história”.&lt;br /&gt;                                                                                                                                      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Certa vez, num grupo de crianças entre 9 a 11 anos de idade e com uma autoritária liderança por parte de um dos seus componentes, foi proposto pelos orientadores, o exercício “telefone sem fio”, como uma das atividades pensadas para tentar desarticular a incômoda liderança instalada naquela turma. &lt;br /&gt;A liderança havia sido estabelecida por um menino de10 anos, que controlava os desejos e reprimia constantemente as iniciativas da turma, mas que ao mesmo tempo, demonstrava uma intensa dificuldade para lidar com tudo que significasse transformação. Seu comportamento num ambiente de arte, portanto, se caracterizava por uma luta constante e bastante difícil, pela permanência de ações e pensamentos, tanto dele quanto do grupo, no mundo das “coisas”, no mundo concreto.&lt;br /&gt;Ao ser sugerido o “telefone sem fio”, praticamente todos, por estarem sob seu comando, resistiram; dando a entender que se tratava de algo sem graça, no mínimo idiota. Mesmo assim, sob protestos, os professores continuaram. &lt;br /&gt;Para dar inicio, um dos orientadores criou então uma frase bastante concreta, mas que podia ser facilmente relacionada com o universo da arte e que poderia contrapor à “coisa pela coisa” ali estabelecida:&lt;br /&gt;        “Gesso é branco e seco”.&lt;br /&gt;Disse o orientador propositalmente bem rápido no ouvido do aluno ao seu lado, para que o significado fosse intencionalmente se perdendo enquanto a frase atravessava o grupo.&lt;br /&gt;Durante a trajetória, foram inúmeros os alunos que, ao receberem a expressão com pouca clareza disseram:&lt;br /&gt;-Não entendi nada!&lt;br /&gt; Então, os orientadores, explicaram que não era mesmo para entender, mas escutar e passar o som ou a frase como percebeu, para o colega seguinte, mesmo que parecesse absurda ou sem um significado conhecido.&lt;br /&gt;  Até completar o circulo, era visível o incômodo que ia sendo gerado entre eles e especialmente no pequeno autoritário.&lt;br /&gt;  No final, foi então construído um som; uma palavra estranha: “Cecutunhê”.&lt;br /&gt;  Foi então proposto pelos professores, significá-la. Colocá-la numa frase ou dentro de uma estórinha qualquer, para que ela deixasse de ser “estranha” e virar alguma coisa.&lt;br /&gt;  - Alguma coisa? Que coisa? Ela não pode ser nada! É só uma coisa maluca...inventada. Disse o pequeno líder ameaçado.&lt;br /&gt;  Um dos professores então respondeu:&lt;br /&gt; - Ah amigo!...não te contei!  Impressionante! Meus dedos do pé estavam doendo e coçando tanto ultimamente, mas tanto mesmo, que eu não agüentei e fui a um  médico ontem.              &lt;br /&gt;  Sabe o que ele me disse?&lt;br /&gt;  Que eu tenho “cecutunhê”.&lt;br /&gt;  Todos riram.&lt;br /&gt; - Comi um “Mc lanche feliz” e o brinde era um “cecutunhê”...adorei! Disse uma criança quebrando a barreira do óbvio e assim se aventurando pela imaginação.&lt;br /&gt;E assim lentamente, mas às gargalhadas, foram sendo criadas frases e situações aonde o “som estranho” virou palavra e a cada novo momento ela foi sendo consecutivamente resignificada.&lt;br /&gt;Talvez essa, assim como tantas outras propostas, seja uma boa maneira de se apresentar o poder transformador que tem a arte, especialmente para quem ainda não teve a oportunidade ou como esse menino, resiste com medo de entrar em contato com ela.&lt;br /&gt;Apenas teorizar sobre a importância da liberdade e do tão necessário descompromisso para se poder fazer arte, pode não sair do discurso e se perder na retórica e nunca vir a se constituir verdadeiramente em uma ação. &lt;br /&gt;Crianças que vivem na miséria, num mundo inóspito, sem acolhimento e por vezes até amedrontador, como tantas que se desenvolvem à margem da sociedade estabelecida ou mesmo outras crianças, que apesar de economicamente privilegiadas, também vivem à margem do afeto e dos limites que lhes poderiam proporcionar contorno,  vêm muitas vezes a arte como uma experiência perigosa por incitar nesses indivíduos fragilizados, mas enrijecidos em suas posições,  à reflexões levando-os naturalmente ao exercício das escolhas. Não se trata de escolhas como “opções profissionais” que fazem da arte uma “esperança” ou mesmo uma  referência  para se ingressar em profissões supostamente criativas. Trata-se da opção de poder mudar, dar outros significados, outras escutas, ver de outra forma, multiplicar os olhares e assim naturalmente também, poder ver e multiplicar soluções dentro de suas próprias vidas.&lt;br /&gt;A transformação é uma característica da arte e que permeia todas as ações artísticas, ao contrário das cópias e outras reproduções, tantas vezes confundidas. Essas, não podem ser consideradas ações transformadoras, já que se limitam ao que já foi realizado. Promovem apenas a repetição de objeto a objeto, ou seja, não passam pelo sujeito, mantendo distante a subjetividade que dá legitimidade e constitui a arte.&lt;br /&gt; Quando uma criança inserida num grupo de arte apresenta resultados continuamente estereotipados em suas experiências artísticas, é importante que os profissionais, estejam conscientes de que para a essa criança é extremamente empobrecedor e sofrido, manter-se nesta posição tão distante de si mesmo e de suas verdadeiras opiniões e escolhas. Profissionais precisam lembrar que produtos estereotipados não estão isolados de um comportamento também estereotipado. Comumente, crianças que fazem uso do estereótipo como recurso para um suposto fazer artístico, apresentam dificuldades para estabelecer um diálogo com elas mesmas (que pode ser observado a partir da qualidade e da pouca intensidade de suas escolhas e opiniões) e consequentemente com o outro, dificultando o saudável processo de socialização que todo indivíduo necessita e tem direito.&lt;br /&gt;A distância do “eu”, que o estereótipo provoca, certamente protege, porque não expõe o verdadeiro indivíduo, apenas um modelo qualquer, mas também o distancia de suas  aquisições genuínas e da possibilidade de um desenvolvimento sadio, ou seja: a repetição do conhecido (a ação estereotipada), produz uma forte restrição no processo de desenvolvimento da pessoa, porque, para defender-se do erro e do fracasso, o indivíduo passa a não ousar, criando assim um comportamento que não permite que ele próprio viva ou realize conquistas. Frente a esses sintomas, que em geral mostram uma criança cada vez mais desinteressada pelas experiências artísticas, pode-se priorizar outros caminhos criativos, como os de transformação de gestos, sons e objetos do cotidiano, ao invés de pinturas, colagens, desenhos e esculturas que deixam registros permanentes (criam produtos) e por isso, podem ser “comprometedores” para indivíduos defensivos. Esses caminhos sugeridos podem ser mais fáceis de serem experimentados e assim facilitar a dissociação da criança do estereótipo.&lt;br /&gt;Certa vez uma professora de um dos núcleos do projeto “Eu sou” trouxe para a supervisão a seguinte situação:&lt;br /&gt;Um menino de sua turma vinha apresentando um comportamento agressivo especialmente com ela e com a professora assistente. Ao aprofundarmos um pouco mais a observação sobre ele e considerando outros aspectos do seu comportamento, podia-se perceber que ele não era nada agressivo com colegas ou displicente com o material, espaço ou ele próprio. &lt;br /&gt;Na observação de seu processo bem como de seus produtos, era notável o desenvolvimento técnico de seu desenho, considerando seus 10 anos de idade. Demonstrava ser um bom observador de imagens, refletindo essa capacidade através dos recursos de perspectiva que utilizava. No entanto apesar da técnica sedutora aos olhos de qualquer um, seus trabalhos escondiam um processo estereotipado e por tanto sem qualquer subjetivação. A arte para esse aluno, não passava pelo recurso criativo da  transformação. Na verdade ele não fazia arte, apenas reproduzia o que seus olhos detalhistas viam, sem passar pelos olhos de sua alma.&lt;br /&gt;As professoras apesar de atenciosas e se mostrarem naturalmente interessadas pelo seu desenvolvimento, quando ao final da aula pediam ajuda a todos na organização do atelier, recebiam dele quase sempre frases do tipo:&lt;br /&gt;                - Não quero te ajudar!&lt;br /&gt;                - Não vou limpar nada! Faça você!&lt;br /&gt;               - Não sou seu escravo!&lt;br /&gt;               - Você não faz nada por mim!&lt;br /&gt;Revendo a entrevista que foi feita com a mãe desse menino, antes do início das aulas, como fazemos todos os anos  com todos que ingressam no projeto, percebemos que poderia existir algum tipo de dificuldade entre ele e a sua  mãe, principalmente devido ao diálogo difícil, resistente e defensivo dela, durante toda a entrevista. Provavelmente, se a arte estivesse cumprindo o papel de linguagem na vida desse menino, suas professoras não estariam sendo usadas como suporte para as projeções emocionais dele, ao contrário, ele estaria transferindo suas questões para o processo e o objeto artístico. A pouca ou nenhuma subjetivação transferida para as suas produções, somada à impossibilidade de acesso à mãe, fez das professoras o objeto substituto mais direto de sua necessidade de expressão desses sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-6857135973078732471?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/6857135973078732471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/transformacao-como-ferramenta-da-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6857135973078732471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/6857135973078732471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/transformacao-como-ferramenta-da-arte.html' title='A TRANSFORMAÇÃO COMO FERRAMENTA DA ARTE'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-3720954606482176222</id><published>2009-05-03T21:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T12:29:17.339-07:00</updated><title type='text'>LIMITE E REPRESSÃO</title><content type='html'>“Mais importante do que o tamanho da liberdade oferecida à uma criança, é a clareza e a definição das fronteiras que delimitam essa liberdade, para que ela possa realizar num espaço claro e definido  o exercício de suas experiências.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Parece existir uma linha tênue que separa essas duas possibilidades de atuação dentro do processo educacional. Essa mesma linha parece se tornar ainda mais tênue, quando inserida num grupo de crianças e jovens que experimentam a arte. &lt;br /&gt;O caráter de liberdade que exige a arte dentro dos processos em que ela atua, amplia naturalmente o olhar para definições que costumam estabelecer o que é limite e o que é repressão nos processos comumente chamados de arte-educação.&lt;br /&gt;É comum, educadores se sentirem inseguros frente a determinadas situações em aula:&lt;br /&gt; Preciso reprimir essa situação, ou permitir?&lt;br /&gt; O que eu estou fazendo: estabelecendo um limite ou reprimindo?&lt;br /&gt; Na verdade não existem fórmulas ou receitas, mas uma necessidade constante de avaliação e reflexão a partir de cada ocorrência e suas particularidades. Vale lembrar, que o “tamanho do espaço” para se desenvolver um determinado assunto ou ação (podendo ser ou não artística), de certa forma ajuda e pode até ser um agente organizador da empreitada. &lt;br /&gt;Não existe situação (muito menos oportunidade) sem limites, porque é sempre a partir de algum tipo de fronteira, que se criam ou se desenvolvem ações. Mesmo que essas terminem por invadir os limites propostos inicialmente.&lt;br /&gt;Regras são em geral, os limites de atuação estabelecidos por um local ou pessoa. Variam, dependendo de cada cultura ou necessidade individual. São elas que determinam o tamanho e a forma da atuação que se pode empreender num espaço (de aula, por exemplo) ou mesmo nas relações interpessoais, quando então regras vão sendo estabelecidas a partir dos resultados obtidos durante o desenvolvimento de opiniões.  &lt;br /&gt;Pode-se dizer que situações sem limite são no mínimo irreais, sem contar a sensação de desinteresse e pouco caso, que acaba sendo proporcionada a partir desse comportamento. Acredito que, em espaços e situações aonde se desenvolvem relações afetivas, como em grupos arte-educacionais e familiares, limites são demonstrações de interesse pelo outro, além de medidas fundamentais para a conquista dos objetivos.&lt;br /&gt;Costumo comparar o espaço de atuação da arte-educação com um terreno de possibilidades para se construir ou plantar. Seguindo a analogia desse pensamento, não há como se projetar nenhuma construção ou se calcular a quantidade necessária de sementes, quando não se tem as medidas do terreno disponibilizado.&lt;br /&gt;No caso das crianças e jovens, acredito que, mais importante do que o tamanho da liberdade oferecida é a clareza e a definição de suas fronteiras para o exercício dessa liberdade.&lt;br /&gt;Há situações, no entanto, como as que colocam em risco a integridade de pessoas ou espaços, por exemplo, em que a repressão é o recurso de preservação disponível e o limite só funcionaria como um exercício preventivo, anterior a ela, ou mesmo posterior, quando é utilizado como organizador ou  “refertilizador” da devastação que em geral as ações repressoras provocaram.&lt;br /&gt;Outras vezes também, a repressão pode vir em socorro, como um tratamento de choque para, por exemplo, frear um grande processo de desrespeito aos próprios limites de auto-estima e que por isso, vem provocando impedimento ou dificultando o desenvolvimento de um indivíduo. Crianças que destroem constantemente seus próprios trabalhos, em geral também desprezam ou subestimam suas próprias soluções. São evidentemente crianças portadoras de baixas auto-estimas. Nesses casos, muitas vezes uma atitude repressiva que não seja movida pela impulsividade inconseqüente, pode proteger o potencial daquele indivíduo dele mesmo. Afinal, todos nós sabemos do poder que temos de autodestruição.  &lt;br /&gt; Em geral, quando se lança mão da repressão de maneira puramente impulsiva, é porque o repressor deve estar frente a uma questão com a qual ele não consegue ou não quer lidar. São em geral, questões que abalam a fragilidade de certas situações que ilusoriamente foram eleitas como estruturais para esse indivíduo.&lt;br /&gt;É comum o exercício da repressão quando determinadas situações:&lt;br /&gt;1- Despertam preconceitos.&lt;br /&gt;2- Assemelham-se ou refletem possíveis condutas adormecidas no repressor e que ele desaprova e por isso tenta reprimir dentro e fora de dele&lt;br /&gt;3- Abalam os frágeis princípios de autoridade e poder do repressor, fragilizando-o.&lt;br /&gt;Ao contrário da repressão, o limite não nega a ninguém, o direito ao desenvolvimento de suas potencialidades; muito ao contrário, estabelece uma medida que pode representar uma saudável referência, que reforça a auto-estima.&lt;br /&gt;O limite fornecido por um professor em sala de aula, pode significar o porto seguro, a borda de apoio para que essas crianças não sejam sugadas indefinidamente por esse processo de autodesvalorização. &lt;br /&gt; O limite, portanto, pode trazer a oportunidade de um novo olhar sobre aquele que o recebe, reforçar uma opinião contrária àquela que vem sendo creditada indevidamente sobre ele. Estabelece uma medida, e pode funcionar como uma espécie de parada obrigatória, capaz de levar um auto-destrutivo à reflexão e conseqüentemente à mudança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-3720954606482176222?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/3720954606482176222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/limite-e-repressao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3720954606482176222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/3720954606482176222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/05/limite-e-repressao.html' title='LIMITE E REPRESSÃO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-5743555004206413944</id><published>2009-04-26T19:13:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T19:14:25.060-07:00</updated><title type='text'>FOCO EMBAÇADO</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CHELIOR%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="schemas-houaiss/mini" name="verbetes"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="schemas-houaiss/acao" name="hm"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="schemas-houaiss/acao" name="dm"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="schemas-houaiss/acao" name="hdm"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) }st2\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A arte tem uma estreita ligação com os contrários e deles se alimenta constantemente para desenvolver processos e produzir seus registros. Por sua intimidade com os opostos, experiências artísticas oferecem contrapontos fundamentais &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tudo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; tende a se &lt;st2:hdm st="on"&gt;constituir&lt;/st2:hdm&gt; objetivo, trazendo a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;oportunidade&lt;/st1:verbetes&gt; e o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;exercício&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;olhar&lt;/st2:hm&gt; sujeitado, filtrado &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pela&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;opinião&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sensação&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sensibilidade&lt;/st1:verbetes&gt; do próprio indivíduo &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a exerce &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; a contempla. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Objetivos, em pouco tempo perdem suas funções e são descartados. Infelizmente, no entanto, eles se tornaram uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;prioridade&lt;/st1:verbetes&gt; social e essa prioridade está cada &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vez&lt;/st1:verbetes&gt; mais disseminada &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lares&lt;/st1:verbetes&gt; e na maioria das &lt;st1:verbetes st="on"&gt;instituições&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;educacionais&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;assim&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;também&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ambientes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;profissionais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;contemporâneos&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A &lt;st1:verbetes st="on"&gt;importância&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a cultura capitalista deposita no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;u&gt;objeto&lt;/u&gt;&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; meta, além de ser a base do consumo, tem se tornado o princípio &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fundamental&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;formação&lt;/st1:verbetes&gt; e razão de vida dos indivíduos e é a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;meu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;ver&lt;/st2:hm&gt; por isso, o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;grande&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;responsável&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;pelo&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;crescimento&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;frustração&lt;/st1:verbetes&gt;, da angustia e da &lt;st2:dm st="on"&gt;depressão&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;adultos&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;crianças&lt;/st1:verbetes&gt;, imobilizados pela &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sensação&lt;/st1:verbetes&gt; de incompetência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Metas&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; “&lt;st1:verbetes st="on"&gt;objetos&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:hdm st="on"&gt;conquistar&lt;/st2:hdm&gt;” &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sujeitos&lt;/st1:verbetes&gt; transformados &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;objetos&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;conquista&lt;/st1:verbetes&gt;. Idealizações &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; dissociam &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vez&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;homem&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;essência&lt;/st1:verbetes&gt; (&lt;st1:verbetes st="on"&gt;sensibilidade&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;identidade&lt;/st1:verbetes&gt;, sensação, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;opinião&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sentimento&lt;/st1:verbetes&gt;...), &lt;st1:verbetes st="on"&gt;além&lt;/st1:verbetes&gt; disso, as metas estão &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; comprometidas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; inúmeras &lt;st1:verbetes st="on"&gt;variáveis&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nunca&lt;/st1:verbetes&gt; consideradas, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;exemplo&lt;/st1:verbetes&gt;: os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desejos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;individuais&lt;/st1:verbetes&gt;, as &lt;st1:verbetes st="on"&gt;diferentes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;capacidades&lt;/st1:verbetes&gt;, os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;diferentes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;talentos&lt;/st1:verbetes&gt; encontrados &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; podem &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;tornar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;apto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; indivíduo e suas diferenças a atingir as tais metas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;propostas&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há uma previsibilidade &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;objetivos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vista&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; “&lt;st2:dm st="on"&gt;porto&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;seguro&lt;/st2:dm&gt;” a &lt;st2:hm st="on"&gt;ser&lt;/st2:hm&gt; alcançado e uma imprevisibilidade no &lt;st2:dm st="on"&gt;processo&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;apesar&lt;/st1:verbetes&gt; de se &lt;st2:hdm st="on"&gt;constituir&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;excelente&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;terreno&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;criação&lt;/st1:verbetes&gt;, torna-se a cada dia um território de maior desinteresse, consumidor de tempo e por isso apenas produtor de expectativa, ansiedade e frustração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nos&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;moldes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;atuais&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quando&lt;/st1:verbetes&gt; se &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cria&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;objetivo&lt;/st1:verbetes&gt;, seja &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;qual&lt;/st1:verbetes&gt; for, vive-se &lt;st1:verbetes st="on"&gt;exclusivamente&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:dm st="on"&gt;expectativa&lt;/st2:dm&gt; de sua conquista e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pouco&lt;/st1:verbetes&gt; se observa &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; se aproveita do &lt;st2:dm st="on"&gt;processo&lt;/st2:dm&gt; vivido até a sua realização. Estranho, se pensar que é exatamente &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;processos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mesmo&lt;/st1:verbetes&gt; quando experimentados de maneira ansiosa, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; é dispensado o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;maior&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; de vida e mesmo assim é rejeitado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A super valorização do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;objeto&lt;/st1:verbetes&gt; tornou &lt;st1:verbetes st="on"&gt;inevitável&lt;/st1:verbetes&gt; e consequente a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desvalorização&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st2:dm st="on"&gt;sujeito&lt;/st2:dm&gt; (a &lt;st2:dm st="on"&gt;pessoa&lt;/st2:dm&gt;). &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;acaso&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; se multiplicam os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mitos&lt;/st1:verbetes&gt; inalcançáveis, perseguidos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; “paparazzis”, a &lt;st2:dm st="on"&gt;exposição&lt;/st2:dm&gt; de “pessoas-objeto” na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mídia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; é o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;caso&lt;/st1:verbetes&gt; dos “big brothers” e outras &lt;st1:verbetes st="on"&gt;invasões&lt;/st1:verbetes&gt; de privacidade, quase sempre permitidas, em prol da conquista da “coisa”. Sem nos darmos conta, tudo vem se “coisificando”. Pessoas comuns se disponibilizam para o consumo como também o fazem as “coisas-celebridades”, algumas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;inteiro&lt;/st1:verbetes&gt; outras em postas: em forma de cabelos, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;bundas&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;peitos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;unhas&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;músculos&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;caras&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quais&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; verdadeiramente os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nossos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desejos&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desejos&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cultura&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;consumo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; envolve?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É preciso embaçar o foco que vem sendo propagandeado como recurso de “conquista”. Sem uma visão tão precisa e clara para o futuro, se consegue mais intensidade para viver o presente. O foco embaçado é uma preciosa ferramenta para se viver a arte e com menos ansiedade a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-5743555004206413944?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/5743555004206413944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/04/foco-embacado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/5743555004206413944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/5743555004206413944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/04/foco-embacado.html' title='FOCO EMBAÇADO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-331791926560005300.post-4678432369362137411</id><published>2009-04-19T15:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T13:15:55.555-07:00</updated><title type='text'>ARTE E EDUCAÇÃO</title><content type='html'>“Procurar uma função para a arte é uma maneira de impedir o exercício de seu potencial como linguagem autônoma. Há talvez nela, algo que se aproxima ou instiga para uma reeducação do olhar, no sentido de torná-lo mais amplo e ilimitado, principalmente se considerarmos as ações reduzidoras que vêm comprometendo a nossa cultura contemporânea”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pensa em arte, parece persistir no imaginário comum, uma espécie de vício, que busca funções e significados para ela. Acredito que quanto mais se amplia a cultura da funcionalidade como regra valorizadora, mais necessária se torna a presença da arte com seus recursos promotores do questionamento e da crítica. Esses recursos, que nos são trazidos através dela, são capazes de contrapor o pensamento atado à funcionalidade, especialmente quando perigosamente a funcionalidade começa a se constituir como maior desejo e a se tornar unanimidade.&lt;br /&gt;Procurar uma função para a arte é antes de tudo um grande equívoco, porém, se considerarmos esta procura como uma intenção premeditada, podemos imaginar que ao ser creditada a ela uma função, cria-se uma maneira de mantê-la sob controle, já que originalmente suas estreitas relações com o descomprometimento e a transgressão, saudavelmente contrariam as atuais e tão recorrentes “metas a cumprir” que regem os desejos e dirigem as intenções da maioria dos indivíduos na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;Assim como a filosofia e a psicologia, também a arte, para que possa exercer e ser exercida na sua plenitude precisa dissociar-se do que é moral, econômico, político, estético e religioso e assim, associar-se ao que lhe é mais legitimo: a liberdade.&lt;br /&gt;Manter-se livre é fundamental para se instigar o também livre desejar, pensar e refletir, de quem com a arte se relaciona, seja autor ou contemplador.&lt;br /&gt;Ocupando um lugar muitas vezes transgressor, a arte se constitui dinamizadora do desenvolvimento de indivíduos e povos, instigando e propondo continuamente tanto a construção como a renovação das identidades, seja de cada indivíduo ou do grupo social que com ela se relaciona.&lt;br /&gt;Sociedades autoritárias, que censuram ou perseguem opiniões e movimentos artísticos controlando suas ações, sofrem um notável empobrecimento nas suas relações, além disso, observa-se em pouco tempo a paralisação de seu desenvolvimento em todos os seus aspectos.&lt;br /&gt;A colaboração da arte em áreas que têm funções sociais como é o caso da educação e da saúde, precisa ser sempre observada com muita atenção e cuidado, para que a arte não se descaracterize, encerrada em recipientes programados ou excessivamente controlados, perdendo assim aquilo que essencialmente a constitui que é a sua “não função”. Apesar de serem a princípio utópicas, as associações feitas com a arte, como o fazem a arte-educação e a arteterapia, acredito que ambas possam se beneficiar ao se aproximarem dela, já que uma das questões que acredito mais importantes na construção de um indivíduo é antes de tudo aceitar a sua relação com suas próprias utopias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/331791926560005300-4678432369362137411?l=heliorodriguesarteeducador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/feeds/4678432369362137411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/04/mais-importante-do-que-o-tamanho-da.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4678432369362137411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/331791926560005300/posts/default/4678432369362137411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliorodriguesarteeducador.blogspot.com/2009/04/mais-importante-do-que-o-tamanho-da.html' title='ARTE E EDUCAÇÃO'/><author><name>Helio Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15568766457986755100</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_hSgcbNSzu3I/Se9yu9Vis3I/AAAAAAAAAAM/PN7-CjVQh2Q/S220/.jpeg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
